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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

FELIZ 2018

Vale se eu desejar um incrivel 2018 para meus parcos amados leitores no último dia de janeiro? VALE! VALE! VALE!



Amores, UM FELIZ 2018 PARA VOCÊS! Que só o melhor ocorra para cada um, e que a gente não sofra com o que a gente não conseguir (é puxado isso, mas como diz aquele post do instagram, cada NÃO que a vida nos dá é motivo de agradecimento, mesmo que fosse algo que você quisesse até o último fio de cabelo).

Ano passado eu descobri do nada, tipo caiu  no meu colo mesmo, que uma pessoa que tinha feito muito mal para mim havia passado por coisas bem ruins, e tudo de modo bem pesado. Dai você, leitor assíduo, deve me entender quando eu escrevo que, ao saber da ocorrência, eu fiquei... com pena.

Sim, é verdade.

Sei lá! Fiquei com pena da mãe da pessoa, da própria, da situação. Não sei, foi instantâneo, não pensado. Fiquei com pena, mas também reflexiva.

Sabe aquele ditado que está na música da novela das 21h onde o Renato Muso Russo canta: "tudo o que você faz, um dia volta para você?" Então. Foi meio que isto que ocorreu. A colheita chegou, após uma plantação toda equivocada.

E ela veio farta.

Juro que, de tudo, fica a lição sobre plantar melhor. A gente acha que não tem dessas, que os deuses não estão nos ouvindo ou observando, que as coincidências não existem.

Tudo existe, e tudo acontece.

Então eu queria terminar este post de HELLO, WORLD! te convidando à reflexão: você está plantando coisas boas? Você está plantando de forma correta?

Para não ter dúvidas porque eu sou de exatas e não muito boa de interpretação => para e dá uma olhada se você não tá fazendo coisa errada! Se tiver, e você SABE disso, saiba que a lenda é verdadeira, e a conta um dia chegará, provavelmente de jeitos que você ja-ma-is imaginou. Se tem dúvida, provavelmente tá fazendo coisa errada sim. Porque a gente sabe, a gente sempre sabe (gratidão eterna ao texto da minha vida, intitulado O GRITO, da musa Martha Medeiros).

A gente sempre sabe quando tá fazendo coisa errada, e ficar tentando justificar estes equívocos (justificar = tornar justo) é uma tremenda de uma cilada (fonte: o amigo do Bino).

NO mais, um ótimo ano para vocês e os seus! Que seja recheado de notícias boas, gargalhadas sem fim, (re)encontros e (re)começos felizes! 




A vida não para, amores. E é melhor a gente seguir juntinho da danada, fazendo a coisa certa. Porque aprendi com crianças que Papai Noel tudo vê e tudo sabe. E não queremos ficar sem presente no final do ano.

sábado, 13 de setembro de 2014

Até quando continuar?



Esbarrei em um vídeo do professor Clóvis de Barros Filho no Jô. Ele é professor de Ética na USP e é filósofo, entre outras coisas, e estava no programa para falar sobre seu mais novo livro à época.

O que vi ali foi a mais perfeita definição do que é felicidade. Só vendo o vídeo para entender o que eu escrevi. E rir.

Em um dado momento ele cita Zaratustra, que, nas palavras do professor, disse o seguinte:

"Demore o tempo que for para ver o que você quer da vida
e depois que decidir
não recue ante nenhum pretexto
porque o mundo tentará te dissuadir"

Aí eu pensei em todas as vezes em que eu tinha certeza achava que sabia o que queria da vida. E lutei por e para isso.

E não consegui.

Então fiquei pensando também que às vezes, temos que escolher não o que queremos da vida, mas se queremos continuar pagando o preço da escolha feita. Você quer continuar no relacionamento em que está? No mesmo emprego? Fazendo as mesmas coisas? Se você quer, então você está ciente que está escolhendo ficar neste relacionamento/emprego/ciclo de vida e abrindo mão da sua luta para chegar até ali?

Você fica em paz com esta sua escolha?

Você sabe que escolher continuar significa aceitar onde e como você está? Porque se você acredita que as coisas mudarão, acorda para a vida, criatura. Mesmo que mudem, não depende de você, e só por isto já é algo mais difícil, já que talvez a única coisa que controlamos é o que podemos fazer e como podemos ser frente aos sopapos acontecimentos da Vida, a fanfarrona.

Escolher prosseguir é continuar pagando o preço do que você abre mão para tentar chegar "lá", detalhe importante, sem ter certeza se você conseguirá o que quer e busca e luta por. Escolher abrir mão é aceitar onde você está e... continuar. Assim. 

Tenho medido minhas escolhas por este parâmetro. Eu estou bem onde estou? Eu aceito isto? Não? Então não importa o quão difícil esteja sendo, eu prossigo. Mesmo sem saber se conseguirei o que quero. Eu escolho isso, agora, e é a melhor escolha possível para este momento.

Se um dia meu cansaço/decepção/... for maior do que a vontade de mudar, eu puxo o freio de mão. Não estou desistindo, veja bem, estou aceitando que permanecer onde e como estou é melhor do que continuar sem saber onde chegarei.

Não é o mundo tentando me dissuadir. É eu sendo honesta aos meus sentimentos e sendo inteligente o suficiente para saber o momento de sair de cena. Porque são lindas as teorias falando que "só perde quem desiste", "só não consegue quem desiste" e suas variáveis. Mas nem sempre a teoria bate com a realidade.

Pelo menos não no meu mundinho...

(PS- quem quiser descobrir a definição de Felicidade pelo professor Clóvis na ótima entrevista, clica aqui... e ria comigo...)


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

duvida, possibilidades e (des)crença

(Ouvindo Nando Reis cantando, aqui)

Quando alguém escreve algo que gostaríamos de ter escrito de forma absolutamente perfeita, até parecendo que ela sabia exatamente o que você queria escrever, nada mais nos resta a não ser dar um Ctrl+C e Ctrl+V no texto, postar aqui e aplaudir de pé, enquanto leio, releio e penso: "como ela sabia?"

Texto maravilhoso com tudo e mais um pouco que eu gostaria de ter escrito, mas que a Iza, do Meu Todo Amarelo, escreveu de forma, no mínimo, brilhate:

"Não sou lá muito amiga da sensação de dúvida. A dúvida não me desafia, ela me angustia. Ela me empurra para o exercício da paciência mesmo quando não tenho energia restante para exercitar. Mas o bonito da dúvida é que ela tem um quê de esperança, ela normalmente tem um certo desejo que segue em uma das direções. A dúvida pode, vai saber, resultar no que você quer. Existe possibilidade. Existe um acreditar. Repito: não sou lá muito amiga da sensação de dúvida. Mas, por existir algum acreditar, não desisto de tentar lidar com ela. Insisto. Já com a descrença é diferente. A descrença é implacável. Não há possibilidades. Nela, meu querer é desistir."

Eu também acredito, mesmo que aos trancos e barrancos. Eu insisto. E, no dia em que eu descrer de tudo, saibam que estarei em paz, porque tentei tudo o que podia.

Um ótimo dia a todos, e Iza, obrigada pela obra-prima.

sábado, 16 de agosto de 2014

Aniversário ou Recomeço?

Entao eis que novamente chega meu aniversário. Já escrevi nos outros anos que nao gosto muito desta data, e isto desde criança, como mostra meu bico nas fotos em preto e branco. Fico reflexiva, e geralmente vejo onde gostaria de estar, onde estou e ai, bom, conclua você, caro leitor.

2014, até agora, esta esquisito. Muita gente desencarnando, ou pelo menos tenho a impressão de ler mais notícias sobre isto. Copa do Mundo que não iria ter para um evento bacana, com mais sorrisos do que lágrimas de tristeza. Eleição. Acidente que entra para a História. Mudanças. Tempo passando cada vez mais rápido. Recomeço.

Para mim, recomeço.

Que neste novo ano meu que se inicia, peço apenas que, se possível, ele seja melhor do que o que passou. Que o meu melhor me ocorra. Que eu valorize o que deve ser valorizado, sabendo pesar e medir inteligentemente os ocorridos da Vida. Que os que eu amo tenham Saúde e fiquem Felizes a maior parte do tempo.

Que eu recomece renovada, já entrando no ano limpando a poeira dos joelhos pelo tombo levado por estes dias. Que eu pouco me entristeça ou enraiveça, e que eu consiga enxergar e aceitar os momentos como eles são, nao como eu gostaria que fossem.

Que eu evolua. Que eu cresça. Que eu sorria mais. Que eu me lembre que, no fundo, nao controlo absolutamente coisa alguma. Que o que importa é ser feliz. Que nao serei feliz as custas da tristeza alheia.

Que eu siga, adelante siempre.

E que eu, daqui a um ano, se possível venha aqui e escreva que, naquele dia, eu me tornei alguém melhor.

Que hoje seja melhor do que ontem. Que amanhã seja melhor do que hoje. Ad infinitum.

Que assim seja.