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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

EU VOLTEIIIIII mentira, mas dou dicas ótimas

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Pare tudo o que você estiver fazendo e vai 1- assistir The Handmaid´s Tale (seriado americano que ganhou vários Emmys este ano) e 2- ler o livro The Handmaid´s Tale (aqui acho que é O Conto da Aia). Na dúvida, pode trocar e fazer o 2 primeiro, não tem problema. MAS TEM QUE LER E VER!

Depois não diz que eu não avisei...

Oi genteeeeee, ceis tão bons? Sobrevivendo? Tão entendendo alguma coisa do que está acontecendo? Eu tô fingindo demência faz tempo já! E se você já perdeu também o fio da meada, vem com a tia que tenho VÁRIAS dicas preciosas para vocês ocuparem o tempo de vocês com coisas úteis felizes.

The Handmaid´s Tale (chamarei daqui para a frente de THT, ok?) é um soco no estômago. Quando você vê então que aquilo foi escrito em 1984, você fica a-bis-ma-da. Aquela mulher é vidente? Mãe Diná? E medo, mores? De The Walking Dead e coisas do gênero? Após assistir THT você saberá o que é medo. E ficará constantemente O_O.

Tem situações na vida em que muita gente comenta, quase em tons cult => "isso é muito Black Mirror". Pois agora eu tô como a Emilly Maria Rita e falo "isso é muito THT".

Chega de fazer propaganda, já dei a dica aqui, e de graça... Depois me conta se valeu a pena, e o que você toma para acalmar os pensamentos/sentimentos...

Neste período sabático deste espaço teve leitura e Netflix a rodo. Vocês já leram o Origem, do Dan Brown? Se quiser pega no feriado que você termina ainda no sábado. É bem o estilão consagrado dele: usa umas três linhas de ação e vai alternando cada capítulo de umas 20 páginas entre estas linhas. Sucesso garantido. É meio fuén uma parte, mas o final é para se pensar. E sorrir. Com lágrimas nos olhos (interpretação a cargo do leitor).

E durante a ressaca esperando-a-última-temporada-de-GOT e ainda se recuperando do Dragão de Gelo, acabou que assisti algumas séries legaizinhas. Vi uma que se passa na ISLÂNDIA (sim, gosto de séries, filmes de países "exóticos", me deixa), chamada Trapped. É um suspense/policial, bonzinho. Tem também um chamado Fortitude (esse acho que tem na Fox, Now, algum destes cantos). A história deste é meio blá, mas acho interessante ver o local - foi gravado no norte da Escandinávia. Você já viu também Vikings? Posso dar spoiler e falar que, para mim, Vikings é, primordialmente, sobre religião? Vocês acreditam?

Vi também um filme sobre judeus ortodoxos que resolvem sair da comunidade e os problemas disto. Se chama ONE OF US e tem onde? No NETFLIX, claro! É documentário. É triste. É estranho - para quem não pertence aquele mundo fica bem esquisito. Mas interessantíssimo. Para ver onde, em 2017, ainda estamos.

Você já leu Judas, do Amos Óz? É um pouco longo e cansativo, mas ele levanta alguns questionamentos, quase como uma visão judaica sobre JC. É interessante o cerne, se bem que o autor tem aquela característica de as vezes ser excessivamente apegado aos detalhes, sabe? E isto pode ser cansativo.

Estou relendo um livro sobre os políticos da Suécia, da Claudia Wallin. Saber que lá tem deputado que perdeu o mandato porque comprou um chocolate com cartão corporativo é de rir desesperadoramente de nervoso. Achei por bem reler o bonito, para tentar desviar um pouco da nossa realidade sobre o assunto. Triste isto, mas adelante...

Um livro interessantíssimo sobre o período da ditadura é o livro do Matheus Leitão, filho da Míriam Leitão. Ele escreveu um livro incrível chamado EM NOME DOS PAIS, que relata a busca dele por respostas e pessoas e perguntas do período em que seus pais foram presos políticos. É emocionante, algumas partes tensas e pesadas, você se sente parte daquilo. Vale a pena a leitura de gente que só leu sobre aquilo em livros e as vezes nem isto e fica se questionando por coisa irrelevante. Pena que em e-book não dá para ter autógrafo, né?

Eu também li dois livros da Fernanda Young, lançados este ano (não me lembro agora dos nomes). Sou fã dela, li TODOS. Aliás, eu tenho esta característica: quando gosto de um autor, leio TODOS os seus livros (oi Martha Medeiros, etc). E quando gosto do autor/diretor, vejo todos os seus trabalhos também. Vida social? O que é isto?

Opa, me lembrei agora: House of Cards (que não sabemos se terá uma nova temporada devido aos acontecimentos do Kevin Spacey. Meu, que merda TUDO relacionado a este tópico. E SEMPRE, SEMPRE, SEMPRE, minha solidariedade às vítimas reais). Eu amo/amava Frank Underwood. Não tô sabendo lidar direito com as infos. To be announced como nos sentimos...

E How to Get Away With Murder. Viola como Annelise sim dá calafrios. E ela mente TANTO que nem sei mais. Só sei que quando ela fala a verdade, voilá, ninguém acredita. Mas vale a pena pelo ritmo, e se você ficar muitos dias sem ver você se esquece e tem que voltar. Beijos Annelise!

Li o livro da Rita Lee. Nem sou mega fã dela, mas a respeito e ainda mais após a leitura (quem leu vai saber exatamente de que parte eu falo). Um beijo, sua linda... E sim, você fez muitas pessoas felizes. 💓

Gente, tem mais coisa, mas acho que já deu, né? Deu para perceber que, apesar de não estar vindo aqui, tive um período muito produtivo (e das dicas aqui não dei nem metade). Vi e continuo observando o povo debatendo o que é ou não cultura, se é biscoito ou bolacha, leio jornais também, mas aqui é um local de desabafo e, quem sabe, dicas para quem não sabe o que ver/ler. (e sim, tenho esperança que o Netflix me patrocine um dia! Acho que seria meu emprego dos sonhos: ser paga para comentar séries ou livros. êêê vidão...).

Para terminar, uma frase que ouvi no canal da Jout Jout: SE OCUPE DE MEDOS REAIS.

E desejo a todos dias maravilhosos, até o próximo post!

Beijos do gordooooooooooooo.

sábado, 26 de agosto de 2017

sobre fazer aniversário ou os limões que a vida nos dá

(Nem quero ver quando foi o último post aqui para não ficar mais SHAME que a Cersei de GoT.)

BOM DIA, GENTE! Voces estao bem? Já aviso que este teclado tem vida propria e os acentos e pontuacoes estao tudo sumidos ou sejeeeeee, faremos a famosa limonada com os limoes ofertados pelo teclado.

Posts com lapsos temporais gigantescos - como os ofertados neste espaco virtual - levam a uma situacao mezzo ok mezzo desagradavel -> a quantidade de assuntos a serem discutidos/comentados/vomitados é gigantesca. Dai a escolha de Sophia fica entre Fazer-post-sobre-tudo x Escolher-um-tema-e-se-jogar. O que faremos aqui, hoje?

Quero iniciar pedindo para você se inscrever no canal, dar clique, curtir, etc. HAHAHAHA EU SEMPRE RIO DISTO! (se você não entendeu, entre em um canal do YouTube que invariavelmente, no decorrer de qualquer video que voce esteja assistindo, estas palavras acima mencionadas serao faladas!).



Amores, a titia fez aniversário. De presente? Peço SAÚDE! Depois de um tempo você percebe que a única coisa realmente NECESSÁRIA é saúde. O resto a gente dá um jeito! Sem saúde, NADA ou NENHUM dos outros itens importa. Então, mentalize nest emomento SAÚDE para a titia aqui e já aproveita e mande energias de saúde para todos os que vocês querem bem! E, desde já, agradecida!

Fazer aniversário é algo FANTÁSTICO para alguns, que começam a comemorar um mês antes e só terminam quando o próximo já está chegando. Tudo bem ser assim (só imagino que deve ser um pouco exaustivo isto, mas isto talvez seja reflexo da minha idade avançada e o cansaço inerente que vem atrelado a isto). Outros ficam meio borocoxôs, pensando na vida, tem gente que passa e nem viu direito que era aniversário dele até que alguém se lembre e ligue, mande mensagem, etc.

Já tive as fases de ODIAR fazer aniversário (já escrevi post a respeito, quem achar me avisa que coloco o link aqui, no momento apresento preguiça de realizar tal tarefa), hoje, já tendo cruzado o Cabo da Boa Esperança, estou bem mais tranquila quanto a isto.

Fazer aniversário significa que SOBREVIVEMOS aos 7x1 diários existentes na vida de qualquer um que habite Terra Brasilis, só isto já é sinal de vitoria. E envelhecer te traz algumas benesses, sabia? A gente aprende a let it go mais fácil de coisas e discussões e pessoas e situações que, FRANCAMENTE, acrescentam ZERO à nossa existência. Algo como uma seletividade que vem junto às cãs. Acho que a gente cansa, sabe? De ficar se desgastando com coisa que simplesmente não-adianta. Aliás, acho que esta sabedoria também é importantíssima e vai se ampliando com o tempo: aprendemos a simplesmente não nos envolvermos com coisas que não adiantam. Eu, pelo menos, venho exercendo este know-how há um tempo. E me sinto muito orgulhosa de mim mesma por isto...

Fazer aniversário, depois de uma certa idade, te dá não uma carta em branco para você por nela o que quer, mas vejo mais como uma carta já toda escrita e rabiscada pelos anos anteriores onde você pode descartar, apagar, remover tudo o que não é seu, não te faz bem. E ISTO É LIBERTADOR! A gente acaba, sem querer, carregando muita corrente no decorrer da vida. Se libertar destas correntes faz bem pra pele e para a cabeça. E as reflexões que você faz enquanto dá aquela riscada básica em coisas que simplesmente NÃO-TE-FAZEM-BEM te leva a perguntas como "MDDC, ONDE EU ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO FIZ ISSO??" ou então "MDDC, onde eu estava com a cabeça quando me envolvi com fulano?", ou então... vocês entenderam.

Estas reflexões podem ser extremamente uteis, porque quem não aprende História tende a repeti-la. (frase cultural do post do dia). A gente se libertar de correntes que nos prendem a coisas não positivas pode ser dolorido, por mais estranho que isto soe, mas pode demonstrar também como repetimos ciladas atrás de ciladas e não percebemos.



Estou feliz e em paz, quem me conhece sabe. Aceito as coisas mais facilmente, e não, esta frase não é a antítese do que escrevi no parágrafo acima. Quero dizer aqui que não fico mais criando empecilhos para coisas que simplesmente não controlo e que ocorrem. "aceito" que elas existem e vejo o que fazer com elas. Novamente, diria que tento fazer a melhor limonada possível com os limões que aparecem em meu caminho ;-)

(Quero agradecer aos deuses pela paciência, e a meu anjo da guarda pelo trabalhão que sempre dei a ele! Brigada migos, e peço que não desistam de mim).

Vamos em frente, e este post acabou sendo sobre um único assunto. Quero parabenizar a todos pela paciência, e desejar a todos os que estão lendo este texto e a seus amados muita SAÚDE! Que todos vocês sejam muito felizes, sempre! (E sim, desejo isto de coração a vocês, mas também acredito que tudo o que fazemos nos volta em dobro... estou sendo um pouco egoista entao? SIM, ESTOU! Mim Deixa!)

Uma ótima semana a todos, e lembre-se: liberte-se das correntes que a gente escolhe pegar durante o caminho. METE UM DRACARYS NELAS! E siga em frente. Porque às vezes precisamos pegar os limões dados pela Vida, a fanfarrona, e fazer limonada. Outras vezes caipirinha. O que não vale é passar os limões nos olhos, ne? Isto é o mesmo que perder jogando em casa com 3 a mais em campo, e o juiz nos ajudando na arbitragem. Fazendo gol contra.

Ai não né... Ai nao...

sábado, 13 de setembro de 2014

Até quando continuar?



Esbarrei em um vídeo do professor Clóvis de Barros Filho no Jô. Ele é professor de Ética na USP e é filósofo, entre outras coisas, e estava no programa para falar sobre seu mais novo livro à época.

O que vi ali foi a mais perfeita definição do que é felicidade. Só vendo o vídeo para entender o que eu escrevi. E rir.

Em um dado momento ele cita Zaratustra, que, nas palavras do professor, disse o seguinte:

"Demore o tempo que for para ver o que você quer da vida
e depois que decidir
não recue ante nenhum pretexto
porque o mundo tentará te dissuadir"

Aí eu pensei em todas as vezes em que eu tinha certeza achava que sabia o que queria da vida. E lutei por e para isso.

E não consegui.

Então fiquei pensando também que às vezes, temos que escolher não o que queremos da vida, mas se queremos continuar pagando o preço da escolha feita. Você quer continuar no relacionamento em que está? No mesmo emprego? Fazendo as mesmas coisas? Se você quer, então você está ciente que está escolhendo ficar neste relacionamento/emprego/ciclo de vida e abrindo mão da sua luta para chegar até ali?

Você fica em paz com esta sua escolha?

Você sabe que escolher continuar significa aceitar onde e como você está? Porque se você acredita que as coisas mudarão, acorda para a vida, criatura. Mesmo que mudem, não depende de você, e só por isto já é algo mais difícil, já que talvez a única coisa que controlamos é o que podemos fazer e como podemos ser frente aos sopapos acontecimentos da Vida, a fanfarrona.

Escolher prosseguir é continuar pagando o preço do que você abre mão para tentar chegar "lá", detalhe importante, sem ter certeza se você conseguirá o que quer e busca e luta por. Escolher abrir mão é aceitar onde você está e... continuar. Assim. 

Tenho medido minhas escolhas por este parâmetro. Eu estou bem onde estou? Eu aceito isto? Não? Então não importa o quão difícil esteja sendo, eu prossigo. Mesmo sem saber se conseguirei o que quero. Eu escolho isso, agora, e é a melhor escolha possível para este momento.

Se um dia meu cansaço/decepção/... for maior do que a vontade de mudar, eu puxo o freio de mão. Não estou desistindo, veja bem, estou aceitando que permanecer onde e como estou é melhor do que continuar sem saber onde chegarei.

Não é o mundo tentando me dissuadir. É eu sendo honesta aos meus sentimentos e sendo inteligente o suficiente para saber o momento de sair de cena. Porque são lindas as teorias falando que "só perde quem desiste", "só não consegue quem desiste" e suas variáveis. Mas nem sempre a teoria bate com a realidade.

Pelo menos não no meu mundinho...

(PS- quem quiser descobrir a definição de Felicidade pelo professor Clóvis na ótima entrevista, clica aqui... e ria comigo...)


segunda-feira, 19 de maio de 2014

médicos - GNT



Descobri um programa ótimo. Só aviso que precisa de várias caixinhas de lenço de papel para assisti-lo...

Outro dia, zapeando a TV, me deparei com o programa MÉDICOS, no @canalGNT. Este programa é um tipo de reality show, que acompanha a estoria dos médicos (dããã) do Einstein em São Paulo (hospital top-vip-platinum) e, mais importante, a estória dos pacientes em tratamento ou que lá chegam.

Uma menina - sim, ela parece uma menina - cuida da UTI pediátrica oncológica. Precisa dizer mais? E lá aparecem as crianças lutando ferozmente pela sobrevivência. E ela lá, lutando com eles, rezando muito e "segurando as pontas através de muita terapia".

O programa emociona. Pela estrutura do ambiente (e quem já assistiu o Profissão: Repórter falando sobre a Saúde Pública vê o outro lado da moeda), pela luta, pela esperança. Pessoas que estavam lá, vivendo suas vidas, de repente se veem meses em um hospital, com tubos e mais tubos ligados em todas as partes de seus corpos. É um programa sobre humildade, paciência, superação, percalços, recomeços. 

Choro igual criança em todos os episódios.

Em épocas de #NaoVaiTerCopa, manifestações generalizadas, violência e o de sempre, é inspirador ver estorias onde nos despimos de todas as preocupações inúteis e só focamos no que importa: nossa saúde. Nossa Vida. Profissionais lutando pela vida do outro. Pacientes redescobrindo a força da palavra "família". 

Ás vezes é bom mudar os programas assistidos. E, no meio do caos, descobrir um oásis. Que nos ajuda a lavar a alma chorando com as estorias alheias, ao mesmo tempo que nos relembra os motivos pelos quais vale realmente a pena se preocupar. Aprendemos a mensurar a importância das coisas. E aprendemos que estamos com nossa balança de medidas deveras descalibrada...

PS - a todas as pessoas internadas ou lutando pela Vida => que vocês se recuperem e sejam mais um número de vitoria. Para aqueles que tem alguém próximo doente, minha força a vocês e a eles. E que todos valorizemos a saúde que temos. Hoje e sempre. Que assim seja.

PS2 - jabá não incluso pela citação do programa.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Pondo o blog em dia (atualização em andamento)



Primeiro post do ano? Se não for, é o segundo! E muita água passou por baixo da ponte, mas o calor me impediu de concatenar as ideias e os dedos para poder digitar meus pensares e conclusões.

Agora, enquanto espero o horário de eu ir embora (e só por isto o tempo parece que tá demorando 30 vezes mais para passar), vamos então atualizar este blog abandonado ás traças.

Tema 1: o beijo do Félix e do Niko na novela.
Desculpe, mas em 2014 me recuso a debater este tipo de assunto! MOVE ON, people! E viram, não doeu tanto, né? E, se na hora doeu, você poderia ter mudado de canal ou desligado a TV para ir ler um livro. Se te incomoda, não veja, faça, assista. NÃO ALIMENTE O QUE TE FAZ MAL! Livre-arbítrio é isto, e até criança evita fazer o que não lhe faz bem. #ficadica

Tema 2: calor infernal
Olha, eu já morei em cidade quente. QUENTE. Mas eu não me lembro de ter sentido tanto calor. Será que a idade está me trazendo calores extras além das rugas? E não, não é menopausa, obrigada por perguntar. E ai eu fico mole, lenta das ideias, tudo eu meio que respondo com um "hã?"... Acho que isto é um plano maquiavélico arquitetado por algum inimigo invisível. Bem Teoria da Conspiração. (Ah sim, além de estar lenta de raciocínio tenho divagado, como você pode ver pelas últimas frases escritas acima).

Tema 3: metrô em São Paulo
É ruim, é péssimo, é calor, é lotado, é horroroso, é fedido, quando o ar funciona ele congela, ás vezes demora, etc. etc. etc. Mas eu preciso dele e para mim é pior quando ele não funciona. Então, ficarei quieta porque a Lady Murphy fica à espreita observando nossas ideias e pensamentos para atacar no nosso ponto fraco (e tudo pode sempre piorar). Então metrô, te acho um lindo! BRINKS!

Tema 4: começou o BBB
Perderei um dos meus 3 seguidores, mas sim, A-M-O BBB (com caps lock, veja bem). Aquilo para mim é a representação máxima do ser humano! E te garanto que ganha quem a edição ajuda (beijo @boninho, não me bloqueia, por favor), ponto final. Não sei se admiro ou temo quem tem coragem de participar de um programa destes. Mas acho interessantíssimo ver como os que são votados para irem ao paredão nunca aceitam o fato, algo como não aceitamos o que nos contraria no mundo real. NÃO LIDAMOS BEM COM O QUE NÃO CONCORDAMOS! E nunca chegamos ao final sozinhos. Ah sim, e na hora do vamos ver, estamos sozinhos. Me diz se não é melhor que novela?

Hoje fui a um velório. Uma senhora bem senhorinha, que passou os últimos meses entubada em uma UTI, desencarnou. Nunca sei como me portar nestas situações, só fico extremamente tocada pelos que ficam. Nós, ocidentais, não sabemos lidar com a única certeza da vida. E por mais que eu saiba que a vida continua no "depois", quero tudo e todos perto de mim! Sou egoísta. Família, amo vocês! Que fique registrado aqui para a posteridade! E obrigada por tudo! Sempre!

(Opa, está chegando o horário de ir embora! Uhuu \o/)

Que todos tenhamos um ótimo 2014. Que ele seja a cada dia melhor do que o anterior. Que aconteça sempre o nosso melhor, independente de ser o que gostaríamos que fosse. Que os ânimos se acalmem, e que as tempestades passem.

E que tudo dê certo!

Que assim seja.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

2014 <=> Simplicidade



"Realmente as coisas são mais simples do que parecem. A gente é que cria fantasia sobre elas." (Fernando Bolognesi)

Alguns textos caem em nossas mãos com algum propósito (sim, sou daquelas que acreditam que é o livro que escolhe o leitor). E, domingo passado, tenho certeza que "os deuses" me mandaram o meu texto-lema-guia para 2014.

O texto é longo, mas vale MUITO a pena, e saiu na coluna da Monica Bergamo da FSP no dia 29/12/2013. Como escrevo neste meu bloguinho coisas importantes para mim (e tudo aquilo que eu não posso me esquecer - uma agenda virtual às avessas, confesso), transcrevo-o aqui, ipsis literis.

E agradeço ao Nando pelo exemplo e, principalmente, pelos ensinamentos. A você, meu muito obrigada!

(e minha palavra para o próximo ano, definida ao ler o artigo entre lágrimas, foi definida. É SIMPLICIDADE!)

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"O Nando passou quatro meses dando carona para a Élida, uma das colegas com quem atuava em uma peça de teatro e que tentava conquistar imaginando estar diante do amor da sua vida. Para seduzi-la, ele seguia a receita do italiano Casanova: "Não há mulher que resista a assiduidade e atenção".

Naquela noite de 1994, os dois enfim "se pegaram" em uma festa. E Nando estava levando a jovem para a chácara de seu pai, em Itu. Já pensava em "abrir um vinhozinho, pegar uma sauninha", quando sentiu "vontade de fazer xixi". Se segurou o quanto pôde. Ao sair do carro, na porta da casa, sentiu "um líquido quente na perna". Tentou disfarçar. Mas os cães da família "vieram com o focinho no meio da minha perna". Arrasado, ele se desculpou. E foi para o chuveiro.
*
De repente, a porta do banheiro range. Era Élida: "Posso tomar banho com você?".
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"E a gente tá tomando banho há 19 anos", diz Luiz Fernando Bolognesi, 45, ator, palhaço profissional, marido da Élida, pai do Leonardo, que vive essa e outras histórias tragicômicas desde que, em 1990, foi diagnosticado com esclerose múltipla. A doença, degenerativa, vem roubando os movimentos de seu corpo. E traz incômodos adicionais como incontinência urinária.
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Em 2014, Nando pretende ganhar dinheiro revelando, no teatro, as cachaças que tomou e os tombos que já levou. É o que chama de "plano Z" profissional: por causa da doença, teve que abandonar a carreira de ator (caía no palco) e mais tarde a de palhaço (integrou os grupos Doutores da Alegria e Jogando no Quintal até quando conseguia andar apenas de bengala; hoje, usa muletas). Prestou concurso público. Passou. Mas foi reprovado na perícia médica.
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Diante das portas que se fechavam, resolveu retomar projeto antigo: se apresentar sozinho no palco, falando dos percalços da própria vida. "Eu nunca gostei de stand-up comedy. Resolvi fazer a 'sit down tragedy'." As primeiras apresentações, na Faap e num teatro na Pompeia, lotaram com a divulgação entre amigos do Facebook. Prepara outras tantas para 2014.
*
Nelas, que terminam sempre entre choros e gargalhadas, Nando conta que, até os anos 80, era o típico jovem da classe média alta de SP: filho de executivo, era o caçula de dois irmãos (o mais velho é o cineasta Luiz Bolognesi, casado com a diretora Laís Bodanzky). Estudou no Colégio Santa Cruz. Entrou em economia na USP e em história na PUC. Vivia da mesada do pai.
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Virou "um aluno bem medíocre", "deslumbrado com a liberdade" de que gozam os universitários de seu círculo social. Até queria mudar o mundo. Mas gostava mesmo era de jogar basquete no clube Paineiras, remar, correr e jogar futebol. "Me dedicava aos esportes e às noitadas."
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Aos 21 anos, recém-formado, ganhou um presentão do pai: uma passagem para rodar a Europa e "espairecer" antes de pegar no batente.
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"Foi uma coisa muito intensa, uma descoberta, um sonho", lembra. Arranjou emprego numa "relojoariazinha vagabunda no metrô", em Londres. Refletia, escrevia um diário. Começou a achar que a civilização "estava sendo escravizada". Decidiu que seria ator.
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*E, claro,* encontrou logo um campo e amigos para jogar futebol. Foi então que deu o primeiro tropeço. "Joguei mal, chutei o chão." Num outro dia, ao correr para pegar o metrô, quase caiu da escada rolante. "Pensei: 'Que esquisito'. Mas a viagem estava tão incrível que eu não tinha tempo para ficar em crise."
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*Em Paris,* caiu numa sarjeta e não conseguiu se levantar sozinho. Na Itália, teve dificuldades para preencher a ficha do hotel. Não conseguia apertar o frasco do desodorante. Procurou um hospital. Queriam interná-lo. Voltou ao Brasil. E teve o diagnóstico da esclerose múltipla.
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O médico disse à família que, mesmo com a doença, ele poderia levar uma vida normal. Chegou a voltar para a Europa e a viajar com um amigo de bicicleta pela Holanda. Amarrava o pé que estava sem força no pedal. Levava tombo atrás de tombo. Mas a vida seguia, bela e intensa. E ele, "desencanado".
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Só voltou a se preocupar num dia em que, na Bélgica, não conseguiu mexer um dos pés. "Senti então a mesma sensação de quando fui à boca do vulcão Stromboli, na Itália, e começou uma micro-erupção. Não era medo. E sim um grande respeito. Vi que me confrontava com uma coisa muito maior. Tive a mesma sensação de pequenez."
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A segunda "ficha que caiu" foi quando soube que a incidência da esclerose era de um caso para cada grupo de 100 mil habitantes no Brasil. "Era como seu eu estivesse no Morumbi, na final do Corinthians e São Paulo, e anunciassem que alguém ali teria a doença. A gente sempre acha que as coisas acontecem com o outro. Aí seria alguém do setor amarelo. Da fila J... eu! Cara, eu sou o outro. Tá acontecendo comigo!"
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"E não adianta eu ter pai bem relacionado, tio deputado, ser bom aluno. Nada disso vai resolver", segue ele. "As coisas são como elas são. Não tem merecimento, sentido da vida. As coisas são e pronto. A gente é que pendura os significados nelas. A vida tá aí, bicho. A vida tá aí e você não é diferente de ninguém. Eu sou eu só pra mim. Para os outros 6 bilhões de pessoas do mundo, eu sou o outro. E, se acontece com o outro, acontece comigo também." Virou o pior jogador do time de futebol. "De repente, eu era aquele cara com quem eu sempre tinha gritado. Foi um trabalho de humildade."
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Parou de beber e passou a se alimentar melhor. Entrou na EAD (Escola de Artes Dramáticas) da USP. "Fiquei encantado. Como eu tinha vivido sem aquilo por tanto tempo?" Mas logo veio um novo tombo. Agora em público, na primeira peça em que atuou.
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"Baita sucesso, casa cheia", lembra. Ele entra em cena. E se esborracha no chão: as sequelas da doença, que tiram a força das pernas, já se manifestavam de forma contundente. "Aí fiquei mal: 'Caramba, bicho. Será que a esclerose vai me impedir de ser ator?'." Seguiu na profissão com essa dúvida.
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Chorava no quarto, e só se fortalecia ao ouvir "Maria, Maria", de Milton Nascimento e Fernando Brant, na voz de Elis Regina. "'É isso aí, cara. Sou corintiano, é preciso ter força, é preciso ter gana'. Virou ritual: quando estava 'down', eu falava 'Elis, Elis, vamos lá'. E botava o disco."
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No último semestre da EAD, a luz surgiu no fim do túnel: Nando fez oficina de palhaço. E se identificou com "aquela figura que tropeça, que faz a coisa errada, que é inapto, chega em último. Porque eu sempre fui inadequado. Na economia, usava brinco. Na história, era o burguesinho que tinha carro. Na EAD, o careta, que usava camisa por dentro da calça."
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Nascia o palhaço Comendador Nelson. Na "pele" dele, Nando visitou hospitais com os Doutores da Alegria. Fez sucesso com a companhia Jogando no Quintal. Atuou em hospitais psiquiátricos na dupla Fantásticos Frenéticos. "Eu sempre falo: as soluções são simples e óbvias. A gente não as vê porque fica se martirizando." Uma das coisas que a profissão de palhaço ensina, diz, é a "desdramatizar o mundo". Fez vários tipos de terapia -antroposófica, xamânica, com um pai de santo.
*
*Em 2005,* começou a piorar. Passou da cortisona em comprimido para intravenosa. Em seguida, quimioterapia. Em 2009, se submeteu a um transplante de medula. Ficou 45 dias internado. Tinha "sonhos intensos, muito malucos, muito fortes".
*
A doença estacionou. Mas a fadiga crescia. Da bengala, passou a usar muletas. A profissão de palhaço também chegava ao fim. "Foi aí que falei: 'Bom, vou prestar concurso publico'." À euforia do sucesso nas provas para ser auditor fiscal sobreveio a reprovação na perícia médica, que o fez recorrer à Justiça contra a Prefeitura de SP.
*
E é por isso que agora Nando, que hoje vive em Itu, partiu para as palestras. Ansioso, mas achando que tudo vai dar certo.
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E essa certeza ele tem desde que, numa viagem de avião, leu num livro da francesa Simone de Beauvoir: "É preciso saber aguardar a simplicidade dos fatos".
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"Eu li aquilo e me lembrei imediatamente das provas de química da época do colegial. Eu passava dois meses assustadíssimo. Era um terror. E a prova durava só 50 minutos - e era infinitamente mais simples do que os dois meses que eu passara sofrendo por causa dela. Realmente as coisas são mais simples do que parecem. A gente é que cria fantasia sobre elas."

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QUE EM 2014 ACONTEÇA APENAS O MELHOR DE CADA UM! SEM EXCEÇÃO!

Que assim seja! FELIZ ANO NOVO!