Mostrando postagens com marcador incredulidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador incredulidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

FELIZ 2018

Vale se eu desejar um incrivel 2018 para meus parcos amados leitores no último dia de janeiro? VALE! VALE! VALE!



Amores, UM FELIZ 2018 PARA VOCÊS! Que só o melhor ocorra para cada um, e que a gente não sofra com o que a gente não conseguir (é puxado isso, mas como diz aquele post do instagram, cada NÃO que a vida nos dá é motivo de agradecimento, mesmo que fosse algo que você quisesse até o último fio de cabelo).

Ano passado eu descobri do nada, tipo caiu  no meu colo mesmo, que uma pessoa que tinha feito muito mal para mim havia passado por coisas bem ruins, e tudo de modo bem pesado. Dai você, leitor assíduo, deve me entender quando eu escrevo que, ao saber da ocorrência, eu fiquei... com pena.

Sim, é verdade.

Sei lá! Fiquei com pena da mãe da pessoa, da própria, da situação. Não sei, foi instantâneo, não pensado. Fiquei com pena, mas também reflexiva.

Sabe aquele ditado que está na música da novela das 21h onde o Renato Muso Russo canta: "tudo o que você faz, um dia volta para você?" Então. Foi meio que isto que ocorreu. A colheita chegou, após uma plantação toda equivocada.

E ela veio farta.

Juro que, de tudo, fica a lição sobre plantar melhor. A gente acha que não tem dessas, que os deuses não estão nos ouvindo ou observando, que as coincidências não existem.

Tudo existe, e tudo acontece.

Então eu queria terminar este post de HELLO, WORLD! te convidando à reflexão: você está plantando coisas boas? Você está plantando de forma correta?

Para não ter dúvidas porque eu sou de exatas e não muito boa de interpretação => para e dá uma olhada se você não tá fazendo coisa errada! Se tiver, e você SABE disso, saiba que a lenda é verdadeira, e a conta um dia chegará, provavelmente de jeitos que você ja-ma-is imaginou. Se tem dúvida, provavelmente tá fazendo coisa errada sim. Porque a gente sabe, a gente sempre sabe (gratidão eterna ao texto da minha vida, intitulado O GRITO, da musa Martha Medeiros).

A gente sempre sabe quando tá fazendo coisa errada, e ficar tentando justificar estes equívocos (justificar = tornar justo) é uma tremenda de uma cilada (fonte: o amigo do Bino).

NO mais, um ótimo ano para vocês e os seus! Que seja recheado de notícias boas, gargalhadas sem fim, (re)encontros e (re)começos felizes! 




A vida não para, amores. E é melhor a gente seguir juntinho da danada, fazendo a coisa certa. Porque aprendi com crianças que Papai Noel tudo vê e tudo sabe. E não queremos ficar sem presente no final do ano.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

trancada no banco do passageiro

Peguei um táxi estes dias e isto só aumentou minha crença que as-pessoas-estão-loucas.

Eu estava com uma mochila vazia! VAZIA! O motorista pediu e insistiu que eu colocasse no bagageiro a bolsa porque o banco era de couro e poderia riscar.

Ok, fiz cara de O_O mas coloquei. Quando o moço que trabalha em Congonhas foi pegar a bolsa para por lá atrás, acho que o zíper bateu na lataria do carro, não sei direito! O motorista ME fuzilou com olhar de ódio e deu um ganido, como se tivesse topado com o dedinho do pé em uma quina, sabe?

Continuei com minha cara de O_O e seguimos caminho. Ao chegar ao destino, o motorista ME DEIXOU TRANCADA NO TÁXI, desceu, ficou olhando para a lataria do carro e só então ele abriu a porta para eu sair!

ELE ME DEIXOU TRANCADA NO TÁXI PARA IR VERIFICAR A LATARIA DO CARRO! ELE FOI PEGAR MINHA MOCHILA VAZIA ENQUANTO ME DEIXAVA TRANCADA LÁ!

Ah sim, esqueci de dizer que, quando chegamos ao destino, ele disse que iria me deixar do outro lado da rua, do lado direito, porque "o passageiro sobe e desce pelo lado direito". Eu insisti que morava do outro lado da rua, mas ele fingiu que nem ouviu e disse o discurso "o passageiro sobe e desce pelo lado direito".

Ok.

Todo o direito do mundo do cara cuidar do seu patrimônio. Ainda mais se era novo (não sei se era, mas enfim, tô tentando defender o cara), se ele é daqueles que passam fome mas tem um carro chique, vai saber. Só que NINGUÉM tem o direito de deixar uma pessoa fechada no banco de trás, sem dar satisfação, enquanto vai verificar se sua lataria não foi avariada. Se o carro não foi riscado. Enfim...

Porque, para mim, parece absolutamente incoerente tudo! Porque as pessoas estão perdendo a noção de limites. Porque se eu quiser ter um carro lindo e maravilhoso e trabalhar como taxista em uma cidade como São Paulo eu sofrerei deveras e quase sempre! Quero tentar? Seja feliz e boa sorte, mas não tranque as pessoas no banco de trás enquanto você verifica se seu carro foi riscado (por algo que, convenhamos, você indiretamente é responsável!).

Só queria desabafar. E, me diz: as pessoas não estão cada vez mais loucas?

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ouvindo conversas alheias


Conheço pessoas que sentam para almoçar ou em qualquer outro lugar e ficam igual antena parabólica tentando acompanhar as conversas alheias. Se bobear, ao final da refeição, saem disfarçados atrás para ver/ouvir o final da estória. Você é desses?

Eu não. Na era pré-histórica (leia-se: antes da internet em celulares) eu levava livros na bolsa e lia feliz! Já tinha sistemática e tudo de onde por o livro, o suco e a comida. Agora, sento e vejo bobagens no meu celularzinho amado, e não fico ouvindo estórias dos outros.

Mas tem gente que se supera. Ontem, quando eu pagava a conta do almoço, uma moça chegou perto de mim e disse: "moça, eu ouvi você falando no celular de um produto que você passa no cabelo para fazer crescer mais. Qual é o produto e onde você compra?"

O_O

O_O

O_O

Achei aquilo MUITO invasivo. Respondi porque sou educada e, a partir de agora, terei que ficar TEMÇA no meu almoço entre outros por me lembrar que tem gente que pode estar ouvindo ipsis literis o que estou conversando.

Não que eu fale minhas senhas e afins, até porque me recuso a usar momentos de lazer para falar de coisa chata/pesada, mas sei lá. É a tal coisa: isso diz mais a respeito de quem ouve do que de quem "é ouvido".

Não acho certo nem errado, só acho muito esquisito isto. A ponto da pessoa opinar? Oi? Aliás, eu tenho opinião formada, mas não estou conseguindo verbalizar agora...

Então, fica uma dica de quem não tem este hábito: se você fica ouvindo atrás da porta (porta invisível, mas vai dizer que não é isso mesmo?), tente ao menos não ser abelhudo e se intrometer. SE for algo sério ou você tiver a resposta para a pergunta da pessoa, ou ela perdeu o emprego e você vai contratá-la, vá lá. Apenas saiba que você pode assustar pessoas que não tem tanto interesse assim na vida alheia. E veja se isto não demonstra uma ansiedade além do saudável em você...

Boa sexta, bom final de semana e bom feriado! Que só de ler este combo me traz felicidade imensa... 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Só eu que acho?








Só eu que acho que, se você não trabalha em algo, não pode ficar dando palpite? (lembrando que, se você puder fazer melhor do que quem está fazendo, vai lá e faz ao invés de ficar apontando os problemas)

Só eu que acho que o que é combinado não é caro?

Só eu que acho que a palavra dada por uma pessoa tem que ter valor e não ser algo vazio e oco?

Só eu que acho que tem muita gente palpitando, palpitando e poucos estão realmente arregaçando as mangas e... fazendo?

Poderia ficar até amanhã cedo falando das coisas que "só eu que acho"... Mas tenho que trabalhar (obrigada deuses, agradeço t-o-d-o-s os dias pelo meu trabalho muso) e não quero ser dessas que acham o erro e só ficam lá com o dedo em riste apontando reclamando e fazendo... nada.

Não sei se é a tal da era de Aquário, mas as pessoas estão bem desequilibradas. Todas muito agressivas, já percebeu? Que seja o calor, que seja porque a pessoa está num dia ruim. Pelamordideus, eu tenho que conviver com gente que me dá PAVOR, mas vou lá, sou educada e pronto, não fico ruminando grama que não gosto.

Hoje em dia, talvez para contrabalancear a doideira generalizada, agride-se e depois há sempre uma desculpa na ponta da língua. (Só eu que acho que seria tããão mais fácil... não agredir?)

Eu sempre rezei, mas ultimamente aumentei a carga. Talvez tenhamos que reaprender o bê-a-bá básico, para dai pensar em passos mais largos.

Mas aí vai ver que sou só eu que acho isso, ne?



Uma ótima primavera a todos. Que seja linda, fresca, renovada. E florida!

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

pessoas (cada vez mais) loucas - casos reais

As pessoas estão ficando cada vez mais loucas?

Esta aconteceu comigo. Fui ao supermercado, estava na fila para pagar. Eu seria a próxima a ser atendida. O caixa preferencial estava vago, a funcionária me chamou. Eu perguntei: "não é melhor esperar? Vai que aparece alguém..." (perceba que eu já sentia que algo ocorreria). Ela: "não, você tem poucos itens, pode passar aqui".

Óbvio que foi só chegar ao caixa que apareceu uma senhorinha com cara de fofinha mas que era a treva. Eu tinha exatos 12 itens, mas foi a moça passar o primeiro a senhora trevosa disse "este mundo está mesmo perdido e não tem conserto. As pessoas não respeitam caixas preferenciais". Eu olhei para a caixa e ela meio que acelerou o processo.

A senhorinha trevosa continuou falando, enquanto aumentava a voz: "é impressionante. As pessoas não respeitam os idosos..." A caixa disse: "dona fulana (esqueci o nome dela), eu a chamei aqui porque estava vazio e ela já está terminando". A véia parecia não ouvir ou não ouvia mesmo, opinando sobre a falência do mundo, etc., e eu lá fazendo o que podia para ir embora logo.

Até que a véia AGARROU O MEU BRAÇO e disse: "VOCÊ NÃO PERCEBEU EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ?" Apenas olhei para ela e disse: "dona fulana, mal-educada é a senhora que não sabe o que ocorreu e está sendo indelicada sem necessidade" (a vontade era mandar ela VTNC, mas meus pais me deram educação).

Bom, paguei, sai de lá, só que estava caindo A chuva lá fora (obrigada deuses). Fiquei num cantinho esperando arrefecer um pouco. De repente, alguém chega ao meu lado e começa a puxar papo aleatório do nada assim totalmente do nada.

Sabe quem era?

(só eu acho anormal isto?)

Esta outra estória é verídica-adaptada, e ocorreu com minha amiga. Ela embarcaria num voo de 12 ou mais horas. Enquanto esperava o embarque, uma senhora ouvia música (de má qualidade, sempre esta coincidência se faz presente nestes momentos) em volume ALTO e sem fone. T-O-D-O-S olhavam, tentavam mentalmente fazer a tia lá se tocar que A MÚSICA ESTAVA ALTA, mas infelizmente neste dia a telepatia estava fraca.

Minha amiga então falou gentilmente e delicadamente que a música estava alta e perguntou se a senhora não poderia ou diminuir o volume ou por um fone de ouvido. Coitada, pra que...

A TIA LÁ FICOU LOUCA E COMEÇA A GRITAR "VOCÊ É DONA DO AEROPORTO?" E falava "GENTE, O AEROPORTO TEM DONO AGORA HAHAHAHAHA" (note que nestas horas as pessoas dão risadas de bruxa medonhas), etc.

(não comentarei o fato de que NINGUÉM sequer tentou auxiliar minha amiga falando que sim, estava alto e SE TOCA, PESSOA! nestas horas, cada um olhou para o seu celular, para o teto, para a grama crescendo, mas enfim...)

A tia perguntou então "VOCÊ ACHA QUE A MÚSICA ESTÁ ALTA?" "Acho". ATENÇÃO PARA A RESPOSTA => "E O KIKO?"

"E-O-K-I-K-O?"

(MEU, O KIKO É QUE VOCÊ SUA MULA ANTA É QUE TÁ TOCANDO ESTA MÚSICA HORROROSA SEM SE IMPORTAR COM OS OUTROS EM UM LUGAR PÚBLICO).

Bom, o post já está grande. Apenas mais um pequeno detalhe.

Adivinha em qual poltrona a tia-louca-da-música-ruim se sentou?

BEIJOS AMIGA, BOA VIAGEM! HAHAHAHAHAAH

(sério, as pessoas não estão ficando mais e mais loucas?)

quarta-feira, 24 de junho de 2015

37 dias



ouvi esta estória ontem.

uma colega de trabalho foi viajar. antes de ir ela ligou para um amigo felicitando antecipadamente o aniversário de casamento dele com a esposa, 25 anos, e para desejar uma boa viagem de comemoração já que ele, pela primeira vez, conheceria a Europa com a parceira de vida.

minha colega ficou fora exatos 18 dias. na volta, estranhou ao receber mensagens da esposa do amigo falando que "ele estava tudo bem depois do susto". minha colega ligou para o amigo e ouviu o seguinte:

nestes 18 dias em que ela viajou, o amigo, de repente, começou a ter uma diarreia que não passava por nada do mundo. ele foi ao hospital, foi medicado e, como não tinha mais dores, foi mandado para casa.

após um dia inteiro muito mal, voltou ao hospital e fez exames mais completos.

ele estava com o estômago inteiro dominado por um tumor extremamente agressivo que já apresentava metástase em quase todos os órgãos do ventre.

como o tumor era muito agressivo, ele já tinha iniciado a quimioterapia rapidamente enquanto o resultado de outros exames chegavam.

a quimioterapia parou seus rins, únicos órgãos que ainda estavam intactos. e ele começou a fazer diálise.

"ele estava tudo bem depois do susto" foi o que a esposa dele disse me mensagens, ao dizer que ele estava no hospital e sem dores, medicado e vendo o que poderia ser feito.

foi descartada a quimioterapia, foi descartada cirurgia, havia a esperança de uma pílula experimental que poderia ser aprovada amanhã ou daqui a 20 anos.

ele descobriu sem querer que a pílula, na verdade, não existe e não existiria tão logo.

e na semana passada, após 37 dias desde que o amigo da minha colega começou a passar mal, ele desencarnou.

...
...
...

fiquei chocada com esta estória. estou chocada com esta estória. porque fazemos tantos planos, achamos que "depois a gente resolve isso", deixamos para lá coisas que são sim importantes para nós por acharmos que "o tempo cuida de tudo".

fica para mim, além do choque, a reflexão. a vida é aqui e agora e TODO o resto é r-e-s-t-o. e todas as vezes em que eu estiver sofrendo por bobagem (já reparou como temos tendência a sofrermos por bobagem?), que eu me lembre desta estória. porque ele tinha planos, ele se preparou, ele ...

força aos que ficam, e que ele faça uma boa passagem. e que eu e você, que criamos sofrimentos voluntários e desconfortos díários, tenhamos CORAGEM de ser feliz.

porque a única certeza que temos é que um dia todos nós iremos... e nos esquecemos disso e achamos que ainda não chegamos sequer à metade do caminho, quando na verdade, esta única certeza vem com a única dúvida real => será?

(pare e pense => você tem sofrido por bobagem? você tem deixado para lá coisas que mais tarde resolverá? se você soubesse que daqui a exatos 37 dias você não teria mais como resolver suas pendências, o que você faria?

VOCÊ ESTÁ FAZENDO TUDO O QUE PODE PARA SER FELIZ A MAIOR PARTE DO TEMPO POSSÍVEL?)

quinta-feira, 18 de junho de 2015

sobre colas e dedos-duros



sem entrar em muitos detalhes, depois de velha resolvi TENTAR fazer a minha parte, esperando que os deuses façam a deles. e este tentar envolve... fazer provas.

então eu, quase 20 anos depois de me formar (lembra que eu sempre disse que era velha, então aproveite agora e pare um segundo e faça as contas e NEXT), fui fazer prova. a prova é feita em um computador, em horário e local pré-combinado.

chegando lá, numa sala com 50 pessoas - cada uma em seu computador, cada um fazendo sua prova para seus propósitos - recebo as instrucoes e a principal: nao pode usar calculadora alguma além da que existe no proprio computador e nao pode consultar nenhum tipo de material. celulares? NAO, com direito a plaquinha informando para aqueles que tem dificuldade em entender textos verbais.

comecei a fazer minha prova, deuses, como é mesmo aquela fórmula (óbvio que caiu aquelas que eu não me lembrava, afinal, Lady Murphy existe e opera com maestria em minha vida), então olho para o lado para dar uma descansada nos zoio e.... o moco sentado a meu lado estava colando.

ele estava com dois celulares, um em cima de cada perna! quando o professor chegava perto ele enfiava as pernas por baixo da mesa (os celulares eram da cor da calça, e ele tomou o cuidado de nao deixar as telas muito brilhantes). juro que fiquei olhando para ele, ele percebeu e continuou com a maior cara de pau da galáxia, como se nada estivesse acontecendo.

juro que me choquei. porque ali, de novo, acontecia "a historia da minha vida" (leia esta frase ai com uma música bem impactante passando pela sua cabeça, é assim que me sinto). de novo alguém ali colando, trapaceando, e eu ali, fazendo tudo certinho.

então eu te pergunto: você dedaria o moço para o responsável pela sala? 

o pior é que isto ocorreu há uns dias já e ainda penso sobre o ocorrido. até os mais otimistas sabem que este país não é sério, e que provavelmente aquele moco pode, sei lá, ser ate meu chefe futuramente. e me lembrei na época da faculdade quando algumas pessoas faziam o inimaginável - olha, tinha uma moça lá que eu NUNCA vi isso na vida - e eu me lembro que esta moça ai em questão dizia "Ka, o negocio é se formar, do jeito que for, porque a vida é lá fora".

"porque a vida é lá fora".

eu nao consigo dissociar isto, sabe? se a pessoa trapaceia lá dentro, ela trapaceia fora, de lado, de meio. nao acredito que todos os meios sao válidos para se atingir o fim desejado. eu acho ERRADO, e confesso ser bunda mole e incompetente para colar.

e confesso tambem que ali, naquele momento, me senti uma trouxa.

por que? nao sei se consigo verbalizar ou escrever, mas EU, fazendo o que seria o correto, me senti trouxa. e nao vou escrever aqui senao ficará infinito este post mas... bom, isto me incomodou, ainda incomoda, sim sei que tem que ver isto ai mas prefiro aceitar que o mundo é assim, e eu tenho que me "adaptar" a ele, dentro dos meus limites, para conseguir sobreviver. ("como ser phodastica", pesquisa do google <enter>)

só te falo uma coisa: em algumas universidades em países de primeiro mundo, assina-se um termo de compromisso sobre não colar ou trapacear, ou em outras isto é um código não falado/assinado. você não pode colar, trapacear, sendo passível de punição com a expulsão caso pego em flagrante - e isto, nestes países, é algo que ficará marcado de forma eterna e negativa na sua vida FOREVER. será que isto daria certo aqui?

você "cola" na vida?

nao nao, pergunta errada. a pergunta que eu quero realmente fazer é => você entregaria o moço colando?

(porque até nisso eu fui bunda mole... e não dedurei. e não sei se me sinto incomodada por ele ter colado e eu ter me lembrado de coisas da vida ou porque eu... vi algo errado e fiquei calada. a se refletir...)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

sendo avestruz na neve

te convido aqui a enterrar a cabeça na areia comigo se você já passou por uma situação igual esta ai abaixo:

então meu carnaval foi debaixo de neve, muita neve. algo assim como recorde histórico de neve, com temperaturas seguidas de 29 graus NEGATIVOS mas com sensação térmica de MENOS 42 graus, ou seja, a temperatura era de 29 graus negativos hahaahaha mas com o ventinho congelante você sentia como se estivesse -42. como explicar a sensação? i-m-p-o-s-s-í-v-e-l.

mas eu queria dizer então que estava eu voltando para casa com uma temperatura bem mais aconchegante, algo tipo -10 de temperatura (provavelmente sentindo bem menos porque ventava horrores no dia) quando o taxista que me levaria ao aeroporto chegou e eu pedi para ele me ajudar com as malas pesadas.

ele disse "tô indo" e eu fiquei lá no vento pulando tentando aquecer o corpo com os dedos e nariz congelando e o moço lá, enrolando, meu, que merda de demora, o que está acontecendo? deixa que eu pego, desencana.

então eu fiquei com raiva porque o moço demorava e eu pensando "meu, que bracinho, não deve querer ajudar por causa do frio, deixa que eu mesma dou um jeito com as malas".

quando eu já tinha acabado de por as malas no carro dele, ele chega... em sua cadeira de rodas.


...
...
...
...
...
...


não sei como continuar o texto. só tentem imaginar minha cara de coo. minha vergonha que me deixou com as bochechas vermelhas além do que já estavam por causa do frio.

(a gente está tão mal acostumada a ver o lado ruim das coisas...)

melhor parar por aqui, pois me lembro do ocorrido e fico com vergonha de novo de mim, ainda mais depois de ouvir a história do taxista, que ficou tetraplégico após um acidente que o deixou 40 dias em coma e que hoje é "apenas paraplégico" (palavras dele), tem vida funcional e independente e eu lá engolindo minha vergonha por ter achado que o cara estava demorando porque estava com preguiça...

preciso por mais em prática as sábias palavras do Chico Xavier muso => não julgar, definitivamente não julgar qualquer pessoa que seja...



segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

geração troco likes



"Troco likes". "SDV". "Segue? Sigo de volta". Se você não sabe o que é isto, a tia explica: no instagram, principalmente, é comum você ver, logo abaixo as postagens, pessoas escrevendo isso ai. Não uso tanto assim o Facebook e não me lembro de ver isso no Twitter, mas deve existir coisa parecida, certeza...

Ah sim, antes que eu me esqueça: "troco likes" a pessoa escreve querendo indicar o seguinte => ele vai clicar o botão de CURTIR daquele post e você deve então ir no perfil do moço e curtir os posts dele também... Para que isso? Não tenho a menor ideia! (opa, botão curtir... Oi Facebook).

"SDV" eu tive que perguntar pros universitários mas descobri que significa Sigo de Volta. A pessoa te seguirá no aplicativo, ou seja, tudo o que você postar ele receberá, mas você tem que antes segui-lo, para ver as postagens dele também seeeempre que ele postar algo. Para que isso de novo? ______ (preenche aí porque eu não sei o que colocar)

Não sei o que define estes fenômenos. Você quer ter vários seguidores para se sentir popular? Mesmo que estes seguidores não o sigam por vontade própria, e sim porque você também o seguirá e vocês terão então mais Capital Social (aprendi o significado disto com a @ann_wagner e seu super TCC. Beijos Anninha)?

Acabo de lembrar que alguns perfis, quando tem muitos seguidores (não sei se espontâneos, vai saber...), fazem posts engraçadinhos divulgando outros perfis. Fui conhecer então o outro perfil e, pasmem, ele divulgava o outro. Tiro trocado não doi? Divulgação trocada também não deve doer então...

Sei de gente que ficou RYKA através destas mídias sociais. Sei também que, quanto mais seguidores você tem, mais formador de opinião você é. Parece lógico então estas pessoas serem procuradas por empresas para divulgação de seus produtos. Ok, tudo faz sentido. Mas para pessoas anônimas, o objetivo é aspiracional? Quero ser você no futuro? Ou apenas fico triste porque não tenho tantos seguidores?

Tento entender o mundo em que vivo, acho que por questão de sobrevivência. Sei que sou a Tia dos Gatos (sem os gatos) e, como diria Fernanda Montenegro, para certos assuntos sou medieval. Mas o mais confortável para mim é não entender certos comportamentos e ficar feliz por não fazer parte deles. Porque eu não SDV ninguém, meus posts são bloqueados e não acho que tenho a vida mais interessante do mundo para ficar divulgando por ai. Mesmo que tivesse, não sei se postaria. Felicidade demonstrada incomoda e traz vodu. E eu não gosto de perder quando jogo em casa...

No mais, "flw vlw", que aprendi que no novo idioma da língua internética portuguesa significa "falou, valeu". E é assim que as pessoas falam Tchau agora...

Atenciosamente,

esta que vos escreve...

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

o incômodo pelo diferente



Você já reparou que algumas pessoas simplesmente não conseguem aceitar o jeito de viver do outro? As opiniões alheias?

Eu confesso que também não entendo algumas coisas ou ideais de outras pessoas, e geralmente deixo quieto. Só que ontem ocorreu o contrário: uma pessoa que não concordava com o meu jeito de lidar com as coisas ficou agressiva e só faltou me chamar de mula por não agir da mesma forma que ela.

Dai você pensa: estavam falando de política ou futebol, certeza. Não, nem sei como começou a estória, mas esta pessoa em questão levantou a bandeira do como agir com pessoas que não gostamos. Ela disse que tinha posto como meta de vida para os próximos anos se libertar desta amarra e passar a conviver de forma que não fizesse mal a ela com gente que ela não gosta. Como a pessoa que ela não gosta não é minha pessoa favorita no mundo, ela perguntou como eu lidava com aquilo.

E a burra aqui foi trouxa e respondeu.

Disse que após sofrer muito com isso, pensar como lidar, simplesmente desencanei. Ignoro. Não me faz falta essa pessoa na minha vida, não me interesso por nada dela, não quero que saiba da minha vida, assim, tipo, xis. Ela pode entrar e sair da sala que eu nem tchuns e isto me bastava. Assunto encerrado para mim.

Só que a partir dai quase fui agredida fisicamente simplesmente porque a pessoa que iniciou o diálogo não concordou com meu jeitinho de lidar com as coisas. Que eu "era melhor do que isso", que "ela sabia que aquilo era fuga", "que minha postura estava muito passiva"...

Eu ouvia quieta, até falar: qual o problema de eu lidar desta forma? Eu estou em paz com isto! Se você não age desta forma, que bom para você. Mas este foi o jeito que eu lidei com a situação e para mim isto está resolvido. Para que ficar exumando cadáver?

Mentira, não falei nada disto ai. Só pensei tudo. Na verdade, eu fiquei chocada. Chocada pela reação agressiva da pessoa - agora vejo que, no fundo, ela gostaria que eu endossasse o jeito dela de resolver as coisas, mas vá lá, só percebi isso hoje -, chocada pela agressão gratuita, chocada por ter gente que sabe o que é melhor para nós melhor do que nós mesmos (#sarcasmo), chocada por perceber que a forma com a qual levamos a vida pode incomodar muito, mas muito mesmo, outras pessoas...

Se uma pessoa resolve os problemas dela de uma forma que não atrapalha terceiros, quem sou eu para dizer que ela está errada só porque o método dela é distinto do meu? Quem disse que o meu jeito é o correto, só porque funcionou para mim? Por que nós estarmos em paz conosco gera tanta revolta/raiva/inveja/incompreensão (escolha a que mais lhe aprouver) nos outros? Por que é tão difícil aceitar que cada um tem seu jeito e faz o melhor que pode dentro de suas limitações?

Porque não é porque você tem uma opinião formada sobre um assunto que você se torna o senhor da razão sobre o mesmo. Pelo menos não no meu mundo...

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

otimistas desproporcionais ou gente que vive em outro mundo



"Deus me deu o café para mudar as coisas que posso mudar
e o conhaque para aceitar aquelas que não posso"
(Teresinha, no ótimo 3 Teresas do @canalgnt)

Ouvindo London Grammar, aqui.

Ás vezes fico me questionando o tamanho da minha chatice, acentuada diariamente pelo peso da idade (nossa, me senti a idosa agora escrevendo isso). Só que ai os deuses te põem em contato com gente tão, mas tão chata, que você vê o quanto você é legal!

E então conheci uma menina que olha, só de pensar nela o sangue já sobe. Eu não sou muito tolerante com algumas características alheias, sim, sei que algum Freud da vida já disse que o que você não gosta no outro é o que você tem em você bla bla bla, mas gente, tem coisa que me tira do sério e eu me controlo para não esfregar a cara do outro no asfalto.

Por exemplo: se você não quer meu ódio gratuito, ja-ma-is queira me ensinar a viver. Começou a frase com "se eu fosse você" já pode parar! Ou eu dormirei de olho aberto ou serei curta e absolutamente grossa gritando na sua cara em meio a cuspidos involuntários => VOCÊ JAMAIS SERÁ EU! #ficadica

Também descobri que estou quase que totalmente intolerante a pessoas demasiadamente otimistas. Não, demasiadamente eu ainda consigo lidar, mas pessoas descontroladamente-absurdamente-ultra-super-blaster otimistas eu não dou conta. Sabe alguém tipo a mentora da Pollyanna ícone de otimismo? Então, eu não dou conta. Porque na minha opinião (foco no grifo), pessoas assim não vivem no mundo real, e usam de fuga este otimismo exarcebado. Simples amore, o mundo não é assim! Sabe quem pratica a fuga dormindo, bebendo, comendo, o que for? Para mim estas pessoas otimistas-fora-da-realidade-de-tão-otimistas usam isto como válvula de escape do mundo. Porque uma coisa é tentar ver sempre o lado bom da coisa. Outra coisa é negar as coisas como são para mascará-las de uma forma que nos gere aconchego...

Meu pavio curto também tem se mostrado cada vez maior com pessoas que fazem tudo, absolutamente tudo, e sem critério algum, veja bem, para economizar centavos. Exemplo: não me conformo com quem espera $0,05 de troco de taxista, não se você tem emprego e emprego bem-remunerado. Sim, sei que a situação está difícil, sei que o país não tá uma Nárnia, mas tem dó! Há que se ter o mínimo de senso de urgência, ainda mais quando você está atravancando o trânsito enquanto espera seus cinco centavos e outros te esperam na chuva. E não tente aliviar sua situação dizendo "brigamos ano passado por $0,20, eu brigo por cada centavo a que tenho direito". Que bom saber que você é assim! Da próxima vez não te espero, não me irrito e aproveito para exercer meu direito de não conviver com você. Te falarei algo surpreendente, mas eu sou muito legal! Só que até gente legal enche o saco.

Bom, a fia em questão fez tudo isto e mais um pouco. Além de falar e falar e falar e sair com a pérola "sempre consigo o que quero, as pessoas não conseguem porque não se esforçam". Bom, juro que virei as costas e não mais convivi ali, porque não conseguia mais disfarçar minha cara de coo. Pessoas evoluídas como ela não devem realmente viver no mundo em que eu habito, onde muitas vezes tentamos e tentamos e tentamos e não conseguimos. Estudamos mais que o outro e o outro tira nota melhor que a nossa (quem fez faculdade de exatas como eu sabe do que estou falando), fazemos o nosso melhor e tudo o que podemos mas não conseguimos. Eu sou assim, este é o meu mundo, e não é o mundo de Marlboro.

No mais, paro e penso se não deveria tentar conviver mais com gente como a fia em questão para, sei lá, desenvolver a paciência e tolerância. Mas enquanto não evoluo a este ponto, sigo em frente evitando gente tão superior a mim. E acreditem, amores, faço o melhor que posso. E sem uma gota de álcool no sangue...

(e se a frase da figura está correta, eu ando bem covarde ultimamente...)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

não sou obrigada



Uma das vantagens de envelhecer é se libertar de algumas amarras que necessariamente temos quando mais jovens. Uma delas é o "ter que fazer" em contraponto ao "não sou obrigada".

Muitas vezes, por necessidade, somos obrigados a conviver com pessoas que não queremos, ir a lugares que nos fazem mal, temos que sorrir quando tudo o que gostaríamos de fazer era esfregar a cara da pessoa no asfalta. 

Ai o tempo passa, e algumas vezes você é premiado com algo além de rugas na cara: lhe é permitido dar um middle finger para estas pessoas/situações e sair linda leve e solta com cabelos ao vento gargalhando alto.

Isto é libertador. Isto é ótimo. Isto é algo que olha, vou te contar, te empodera (palavra da moda) de forma inimaginável.

E isto é perigoso.

Porque quando isto ocorre você começa a perceber que sua vida tem muita coisa que você é obrigado a fazer, não porque quer, mas porque tem que. E poder se libertar disto sem nem olhar para trás te dá uma sensação de vitória e bem-estar que pode te levar a um casulinho-bolha fora da realidade.

Se fôssemos melhores aqui não teríamos encarnado. E é super fácil conviver com quem a gente gosta, ne? Com aqueles que compartilham do mesmo ponto de vista que a gente, que te entende sem você precisar explicar.

Mas aí, como você vai evoluir? Como você vai sair da inércia? Não vejo como.

Então, por mais libertador que seja dar um fuck you para o mundo, algumas vezes temos que segurar a cara de coo e nos submeter a algo que não gostamos. Tem os que esbravejam, os que reclamam, os que fazem cara de paisagem. Minha tática? Fazer tudo a meu alcance para que aquilo termine o mais rápido possível.

Porque ficar se agredindo ao ter que fazer o que somos obrigado é algo extenuante. Para mim é. E atualmente, tento usar minha sabedoria yoda para achar o meio termo entre o VTNC e o "affffff, ok". 

Mas te confesso que as vezes é difícil... 


Um bom início de mais quatro anos. Que o nosso melhor nos ocorra.

E que eu reveja meu posicionamento de me afastar de pessoas que descobri durante este processo que são absolutamente distintas de mim. Ás vezes, é melhor ter o "inimigo" próximo do que longe... questão de sobrevivência.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

o outro é pior, ou o que tenho aprendi com estas eleições...



Vivi para ver amizades acabando, veias pulsando, brigas acaloradas e discussões descambando para a ignorância. Tudo por causa de... política. E aprendi, durante esta última eleição que, graças aos deuses, termina neste próximo domingo (será mesmo?):

1- que as pessoas tem memória seletiva. Elas escolhem se lembrar do que querem e fazem vista grossa ao que não querem. Características pessoais que, a priori, não serviriam muita coisa para uma eleição, viram moeda de bater no inimigo. Não basta o meu candidato ter indicadores melhores que os seus, o seu candidato é pior. E defenderei isto até a morte.

2- que as pessoas escolhem seu candidato, juntam-se à sua turba e vão para a guerra rua numa vibe meio "nós vs. eles". Ah sim, nós somos sempre melhores. E ponto, não há diálogo, não há discussão ou argumentação.

3- vi pessoas desqualificarem deliberadamente tudo relacionado ao outro candidato como forma de defesa (?) do seu candidato. No outro, nada, absolutamente nada presta.

4- existe, de ambos os lados, ódio ao partido que o candidato representa. Vi gente sem saber uma única coisa a respeito do candidato X ou Y, só sabe que "não voto no partido". E isto vale para os dois na disputa...

5- vi pessoas com medo de expor suas opiniões por medo de represálias. Sabe aquela estória de que temos que RESPEITAR o outro e seus pontos de vista? Aprendi que, nesta eleição, isto foi deixado em segundo plano.

6- vi pessoas serem absolutamente discrepantes com seus discursos de pouco tempo atrás. Coerência passou longe. Defendia tal coisa com unhas e dentes, e agora faz vista grossa desta mesma coisa. Afinal, coerência para que, não é mesmo?

7- vi gente usando de informações e manipulações baixas e baratas para desqualificar o outro e seus seguidores. Achava que o cerumano não seria capaz de algumas baixarias. Aparentemente me enganei, e me enganei feio. E o céu (ou o inferno, no caso) parece ser o limite.

Poderia escrever por horas para dizer que as pessoas ficaram loucas. Falo e defendo tudo do meu escolhido, o seu é pior, você é cúmplice de tudo o que está ocorrendo, o seu é misógino, o meu é assim, o seu é assado. Honestamente, discussão brava entre cego, surdo e mudo.

E neste clima de FlaxFlu, não sei até que ponto alguém se lembra que, no final da estória, todos temos o mesmo denominador comum. Todos queremos, cada um dentro do seu cada qual, melhorar. Queremos um país melhor. Cada um de nós quer melhorar de vida, para nós e nossos sucessores (não disse semelhantes, veja bem). Bom, eu quero.

Então, não vejo a hora de acabar algo que, ao final, mostrará um racha claro em MEU país. Porque independentemente de quem ganhe, a soma dos nulos (detesto os dois) + brancos (nenhum me representa) + votos do outro candidato dará uma maioria ampla em cima do que ganhar. Ao vencedor, muito trabalho a frente, e a responsabilidade de tentar agradar aqueles que "o odeiam".

Porque se o meu candidato ganhar, comemoro como se o 7 a 1 fosse nosso.  Se perder, eu fiz minha parte e não tenho nada a ver com isso.

Só sei que a coisa não será fácil. Os próximos anos não serão uma belezinha, ganhe quem ganhe. Dizem que brasileiro tem memória curta, e aparentemente, em certos casos, tem mesmo.

E acho que o gigante que acordou ano passado deve estar com muita vergonha. E deve pensar: "eu acordei... para isso?"

Boa eleição a todos. Votem de forma consciente. Escolham o que é a melhor opção na sua visão de mundo, e façam seu dever cívico. Lembrando de que em momentos de caos, o caminho de saída é encontrado racionalmente. Sempre.


terça-feira, 9 de setembro de 2014

Sessões de Terapia ou Julgando um Livro pela Capa


Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. (Carlos Drummond de Andrade, no Mania de Citar)

Já aviso que terá spoiler, continue a ler por sua conta e risco.

Sou antissocial assumida, e para isto ocorrer significa que eu fico bem comigo mesma (uia). Pois bem, uma das coisas que mais gosto de fazer quando estou sozinha é ler. E outra é ver TV. Quando o programa é tosco eu simplesmente ignoro, mas tem outros que eu faço questão de assistir. Um deles é o Sessão de Terapia, do GNT.

A paciente das segundas desta 3ª temporada é a Bianca. Durante as quatro primeiras sessões, vemos Bianca dizendo que era constantemente agredida pelo marido, um mecânico que agora, por ciúme, começou a agredir o filho deles. O 4º episódio é bem pesado, com ela chegando ao consultorio bem machucada das surras.

Ai ontem, no horário marcado, o terapeuta abre a porta e quem está lá é... o marido!

Pausa dramática.

O terapeuta tem medo de fechar a porta com o espancador lá dentro, e este só quer saber onde está sua mulher e seu filho.

O decorrer do episódio é de cair o queixo: simplesmente TUDO o que a Bianca descreveu e disse nos episódios anteriores era m-e-n-t-i-r-a. Ela disse que Théo (o terapeuta) era o primeiro psicólogo que ela procurava (o marido disse que não), que os pais estavam mortos (o marido deu até os contatos telefônicos deles), e por ai vai.

O marido não é mecânico, o ciúme não é dele. E, pelo que ele disse, ela sempre ameaçou se matar caso ele pedisse a separação, mas ultimamente ela ameaçava matar outra pessoa (o filho?).

Ao final do episódio, o terapeuta liga para um ex-psiquiatra da Bianca, e pela cara dele vemos que provavelmente tudo o que o marido disse era verdade (estou inferindo, minha interpretação, ok?).

Pausa e volta para a sua vidinha!

O que me chocou neste episódio - e a palavra é CHOQUE mesmo - é o fato de nós traçarmos ideias pré-concebidas a partir de outros. E se essa pessoa tiver um jeitinho e carinha de anjo, compramos a ideia assim, sem nem pensar. Aceitamos o que este anjinho fala sem questionamento, e muitas vezes compramos a briga da pessoa sem ouvir a outra parte. Nos esquecemos do básico: as pessoas mentem. E muitas são, além de mentirosas, dissimuladas.

Uma coisa que aprendi com a minha ex-terapeuta Tiarinha é que aquele ditado "não me meça pela sua regra" é muito mais profundo do que imaginamos. De uma forma bem limitada, seria algo como: se eu não roubo, acho que ninguém rouba. Se eu faço X, acho que todos também o fazem. Tendemos a ver com bons olhos os "parecidos" conosco, e a antipatizar com aqueles que pensam/são diferentes de nós.

Só que nos esquecemos que existem aqueles que se mostram como mais lhes convem. Que choram se isto for bom para suas plateias, que gargalham de sair lágrima dos olhos quando necessário e são os mais amigos nas horas inesperadas. Tudo em prol... deles próprios.

Aliados ao nosso esquecimento de que estas pessoas existem, nos esquecemos de como elas são perigosas. Sim, perigosas, porque, no fundo, não sabemos do que elas são capazes. Não sabemos quem elas são. Dai você diz "ah, fulano não faria isso". ERRADO! Talvez VOCÊ não fizesse isso e acha que o mundo também não faria, mas isto é medir o mundo pela sua régua.

O episódio de ontem mexeu demais comigo. Eu já fui vítima de pessoas dissimuladas mentirosas. Mas eu descobri a tempo isso, e me livrei daquela praga. Só que é a tal coisa: e os que a gente sequer imagina? E os "acima de qualquer suspeita"?

Mais do que medo, acho que o programa me serviu de aprendizado e alerta. Parabéns à @jaquelinevargas por criar os textos e roteiros. E que ninguem me procure no horário do programa na próxima semana, porque só atenderei se for para receber dinheiro.

E que nós sempre nos lembremos de que as coisas e as pessoas nem sempre são o que parecem...

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Escolhendo a infelicidade



Eu só queria compartilhar que ontem ouvi uma frase que me "incomodou" tanto a ponto de eu nao conseguir parar de pensar sobre o assunto.

Basicamente, uma pessoa se arrependeu de ter terminado um relacionamento (até ai, quem nunca, nao é mesmo? Porque esta estória de se arrepender do que fez ser melhor do que se arrepender do que deveria ter feito é linda, na teoria, minha opinião, me deixa). Mas ai ela me diz:

"Eu SEI que era infeliz com ele. Eu SEI disto. Mas eu preferia aquela infelicidade a este vazio e solidão que sinto agora".

Nunca ouvi esta frase de modo tão clara. A pessoa sabia ser/estar infeliz, mas preferia isto ao que tem agora. Me pergunto se ela conhecesse alguém, assim, do nada, se ela continuaria com a mesma opinião. Me pergunto se ela realmente voltaria com o ex se tivesse oportunidade. Me pergunto se estar acompanhada de qualquer coisa é melhor do que estar sozinha.

Mas acho que no fundo o que eu me pergunto é o quanto esta pessoa deve estar miserável e triste agora, a ponto de escolher a infelicidade. E como poucas pessoas conseguem conviver consigo mesmas.

E mais do que me perguntar, acho que o que tem me encafifado é que eu olhei para o lado e vi o tanto de gente com quem eu convivo que poderia ter esta frase como filosofia de vida: varios preferindo um pássaro na mão, a dois voando. Mesmo este pássaro sendo uma ave de rapina.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

link sobre texto que tem-que-ler

Eu só queria deixar aqui o link para um texto que tem que ser lido e compartilhado. Neste meio tempo, se der, que consigamos refletir sobre a realidade que não vemos no nosso mundinho maravilhoso.

http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2014/08/26/continuei-dando-aula-com-olho-sangrando-diz-professor-atingido-por-azulejo.htm

Na falta de algo pertinente para escrever, me calo. E tento nao perceber o quanto ainda falta para melhorarmos...


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

SELFIES IMPRÓPRIOS



Há um tempinho tenho observado que pelos meus parâmetros e nota de corte, as pessoas perderam a mão, o rumo, o bom senso. Quando acho que a coisa melhorou, ocorrências me mostram que, se isto realmente ocorreu, ainda falta muuuuuito a ser trilhado.

A palavra do ano passado (acho, confirmar dados) foi "selfie". Tirar fotos de si mesmo com seus celulares de última geração acho que seria a forma mais simplista de definir o termo. E então a geração dos que nasceram após a década de 90 tiram selfie a toda hora, mas WAIT, a coisa se espalhou de forma incontrolável. Não é mais o ano de nascimento que descreve os usuários do modismo...

Não sou psicóloga ou entendida no assunto, mas penso no meu mundinho se esta necessidade de selfies (veja bem, você, o autor da foto, TEM QUE ESTAR NELA) não denota carência, vontade de aparecer, "sei lá, estava à mão e tirei mesmo sua velha chata", "tiro porque quero e você não tem nada a ver com isso", a coisa vai longe... Veja bem: você nunca viu a pessoa na vida, um ~artista~, vai lá e tira a foto! Antes era autógrafo (sim, sou velha), agora é selfie. Você não tira foto só da pessoa, você está na foto, para mostrar que foi você mesmo quem tirou, que você estava lá, momento eternizado em um flash.

Me perdi.

Só sei que, no fundo, acho que esta moda (espero que seja moda e que seja passageira, amém) extrapolou os limites do... correto? 

Porque se você acha que não tem nada demais ir a um enterro ou velório e tirar selfies, ir em um local onde tem destroços de um acidente e tirar selfie, estar em um momento de dor e tristeza e incredulidade de outros e tirar selfie, se você acha tudo isto normal, então enfio meu banquinho na sacola e admito que sim, eu estou errada. Ou admito que somos muito diferentes em crenças e valores (graças aos deuses) e eu, como incomodada, me mudo.

E aproveito para buscar no Google passagens para outro planeta, porque definitivamente aqui não é o meu lugar...

(minha solidariedade a todos os que sofrem com as perdas da semana passada, desde o ator-palhaço ao candidato. E aos que aproveitam estes momentos para conspirar contra algo que não seja a solidariedade, vergonha de vocês. E pena.

Uma vez li um artigo que pedia para você listar 3 brasileiros vivos com os quais você tiraria selfie. Isto faz mais de ano... Ainda trabalho nesta lista...

Se você é adepto do selfie, que bom para você. Continue assim. Seja feliz. <= tendo a concordar para acabar o assunto)

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Impressões Pessoais sobre O Jogo



Minhas impressões sobre o jogo onde o Brasil perdeu da Alemanha?

Antes de responder, deixa eu te contar isto olha que legal: peguei meu voo em Congonhas-SP as 15:42, chegada prevista no destino as 16:45 (uhuu, vai dar tempo de ver o jogo). Eram 17 e pouco quando o piloto disse que estávamos em procedimento de descida em Guarulhos-SP (oi?), porque quando nos aproximávamos do destino correto houve um "probleminha sem maiores consequências" (sim, ele falou exatamente isto) na parte hidráulica do avião e por questões de seguranças pousaríamos no Aeroporto Internacional de Guarulhos-SP e a equipe de solo nos daria então mais informações a respeito da continuação do nosso voo.

(PS intermediário - sempre que o piloto diz que houve qualquer coisa com o voo, seja minúsculo, praticamente invisível, isto gera pânico em pessoas mais exaltadas. Segue).

Ficamos dentro da aeronave no pátio. Algumas pessoas iam falando GOL DA ALEMANHA. A gente ainda tentava entender dai um cara gritou OUTRO GOL DA ALEMANHA. E outro! E outro! Dai a gente começou a rir porque não estávamos entendendo nada e também porque queríamos sair mas não podíamos e começou a chover e isto é bom porque São Paulo está muito seco e GOL DA ALEMANHA perdi a conta.

Depois de todo o primeiro tempo, soubemos que a aeronave que nos levaria tinha pousado e iríamos para ela. As bagagens seriam levadas para lá o que poderia causar um "leve atraso". Então mudamos de aeronave - nós já riamos juntos e falávamos PELO RESTO DA VIDA CONTAREMOS ISSO! "você viu o jogo em que o Brasil foi massacrado?" "RÁ! NÃO! ESTAVA PRESA NO AVIÃO! RÁ! É VERDADE!" - e, quando pousei no sertão, destino inicial da minha epopeia, já estava o Galvão falando com cara de gatinho do Shrek no Jornal Nacional.

Então vocês querem saber minha impressão sobre o jogo?

Não vi! Estava presa num avião JJ 3744 com  mais algumas várias pessoas a bordo. E sim, pelo resto da vida, contarei isto: no dia fatídico, eu comia salgadinho de avião. Dois dessa vez, um para cada voo.

E tem gente que diz que eu não levo as coisas na esportiva...

sexta-feira, 27 de junho de 2014

A Mordida



Agora que o embróglio terminou, tecemos nossos comentários a respeito do assunto dos últimos dias: a mordida do Suárez no italiano (honestamente, não me lembro do nome do ragazzo).

Saiu a punição: nove jogos oficiais pendurado, "expulsão" do hotel onde estava concentrado e descobri que nem na arquibancada o jogador poderá ficar. 

O mais estranho? Várias pessoas achando a pena deveras pesada.

Minha resposta para isto: oi?

Ele mordeu em TRÊS situações distintas, ou seja, ele repete este padrão quando em momentos de estresse/críticos. Ele tem isto dentro dele, já que não imagino que ele raciocine antes de realizar o ato. 

"Ah, mas e carrinho que quebra a perna? Entradas desleais? Cotoveladas? Cabeçadas..." Não precisa ler livro para saber que quebrar a perna de alguém é algo que pode ocorrer em um  jogo de futebol, mas te confesso que não imagino o mesmo ocorrendo em uma prova de 50 metros livres de natação. Há que se usar os vídeos e ver se houve deslealdade, vontade do outro atleta (de novo, nÃo creio que alguém dê um carrinho pensando "vou quebrar a perna do cabrón"). E a partir dai, punição. Se as imagens não mostrarem a deslealdade do autor da ação, que ele tenha a decência de assumir que errou. E, se nossas leis não realizarem o correto, que a vida se encarregue dele. E que ele receba tudo em dobro...

A questão é que muitos que estão defendendo o Suárez falando da pena pesada é gente entendida do assunto, algo que já confessei dominar tanto quanto cirurgias neurológicas. São pessoas que estão lá dentro e sabem como a coisa funciona. Ou então são pessoas que se solidarizam porque sabem que eles mesmos poderiam cometer o ato, então por saberem que eles poderiam ser punidos da mesma forma, se solidarizam entre si. Algo como "defendendo a classe", entende?

De novo, nove jogos dividido por três vezes em que isto ocorreu, três vezes por jogo (lembrar de checar a matemática). Achei pouco. Motivo? Até onde minha leiguice me permite, não sei se m-o-r-d-e-r faz parte da cartilha do futebol. Como bem lembrou meu amigo @jpvani, "onde está o código que diz que chute nas partes baixas, dedo no olho e  mordidas não valem?"

Sei que não sou boa em defender o óbvio, mas de novo: ele MORDEU! Gente, como defender alguém que MORDE? 

Não, não entrarei no detalhe que ele é alguém admirado mundo afora por suas qualidades futebolísticas e não filosóficas, como bem lembrou o Mujica, presidente do Uruguai, e por isto tem sim a responsabilidade pelo que faz e fala. Ele não estudou, algo corriqueiro com jogadores profissionais de futebol atualmente? Minha defesa: ele mordeu. Isto não se aprende na vida, queridos, menos...

A questão é que hoje em dia, ao menos no Brasil - e arrisco dizer que em vários outros países mundão afora - as crianças querem "crescer e ser jogador de futebol". Almejam aquilo. É aspiracional. Então observam e leem e se informam sobre o que ocorre com jogadores, o que eles compram, dizem, fazem.

Fazem.

E é ai que mora o perigo.

Se em vários aspectos já viramos a casa da mãe Joana, que ao menos usemos nossa paixão nacional como escola. E que crianças aprendam que morder não pode. Quem sabe a partir dai não possamos evoluir como nação e partamos para avanços maiores.

Só espero não estar exagerando no otimismo...

PS - para mim cuspida, entrada desleal, qualquer coisa "errada" (sim, sabemos o que é errado, sim, sei que muda de cultura para cultura, sim, sei que é subjetivo e não tem como padronizar, mas me deixa ser utópica, obrigada), tem que ser muito bem punido. Vai ficar chato o jogo? Ué, vamos tentar para ver?

PS2- lendo a respeito do assunto soube que ele foi já punido em mais de 20 ocasiões por ações incorretas em campo. Mas nunca foi expulso. Ele agiu sem os juizes perceberem. Mérito dele? Jeitinho uruguaio? Torço apenas para que isto não vire a regra. E a justiça veio, ainda que tardia, ao menos nestes mais de 20 casos né?

PS3 - um texto bom não tem muitos PS's, ele se explica no seu decorrer. Mas acabo de ler que ele já foi punido por racismo.

Bom, para mim basta. 

Nada mais a declarar.



domingo, 15 de junho de 2014

Recolhendo Lixo durante a Copa

Ao invés de dar minhas impressões sobre a Copa no final (sim, acredito numa vitoria Brazuca em cima dos Hermanos numa final decidida nos pênaltis), registro aqui ocorrências que não geram tantos holofotes, mas que para mim são absurdamente significativas.

No domingo, dia 15/junho, os japoneses perderam seu jogo. Saíram depredando tudo e todos, como vários times fazem? Não. Ao final do jogo os torcedores ajudaram a recolher o lixo que geraram. Sim, eles levaram sacolas e recolheram seus lixos. Assim:




Ou assim: 


Fiquei com vergonha.

Porque nós, brasileiros, não recolhemos sequer nossos lixos quando vamos à praia, ao parque, andando na rua. O que eu já vi de gente jogando coisa pela janela aqui em São Paulo, olha, inenarrável. Ou a pessoa vai jogar na lixeira, erra o alvo e segue andando, como se nada tivesse ocorrido.

Lembro de um post antigo que eu fiz onde uma senhora japonesa, bem idosa, estava na fila para pegar comida e água racionada após o acidente de Fukushima. Perguntaram para ela porque ela não tentava furar fila. Ela respondeu que todos ali estavam esperando pela mesma coisa, e ela, caso tentasse furar fila, envergonharia sua família.

Envergonharia sua família.

Sim, sei que a realidade aqui é absolutamente diferente da japonesa, além de sermos bebês perto de sua cultura de milênios. Mas creio que os bons exemplos devem ser copiados, ou senão adaptados a outros lugares para que gerem bons frutos.

Ah, lembrei agora também, acho que foi o Zico que falou (chutei total a fonte, mas que eu li eu li) a respeito da cultura japonesa logo que ele chegou lá para ser jogador: na hora de formar a barreira, os jogadores não andavam, ou davam migué tentando dar passinhos para dificultar a vida do outro time. Ele foi perguntar o porquê disto. Resposta? Ué, mas a regra diz que devemos ficar parados.

A regra.

Há pouco tempo (umas semaninhas) li um artigo que não printei, mas era uma análise a respeito do comportamento de jogadores em campo de futebol e como isto fazia referência à sua cultura. Assim, jogadores falavam quando não tinha sido falta e o juiz tinha dado, algo como um jogador de tênis falar que a bola foi dentro mesmo quando os juízes tinham dado bola fora. Países do antigo Primeiro Mundo eram geralmente mais "respeitosos" às leis e regras. Os de países latinos (lembro especificamente que falava latinos porque eu vesti a carapuça) tendiam a ser "cai-cai".

Fica a reflexão. Que não envergonhemos nossas famílias. Que respeitemos as regras. Que recolhamos nossos lixos mesmo após um placar desfavorável...

A passos de formiguinha, se Deus quiser (ou Alá, Adonai, Shiva, quem for, todos são bem-vindos), um dia chegamos lá.

Assim espero...