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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

FELIZ 2018

Vale se eu desejar um incrivel 2018 para meus parcos amados leitores no último dia de janeiro? VALE! VALE! VALE!



Amores, UM FELIZ 2018 PARA VOCÊS! Que só o melhor ocorra para cada um, e que a gente não sofra com o que a gente não conseguir (é puxado isso, mas como diz aquele post do instagram, cada NÃO que a vida nos dá é motivo de agradecimento, mesmo que fosse algo que você quisesse até o último fio de cabelo).

Ano passado eu descobri do nada, tipo caiu  no meu colo mesmo, que uma pessoa que tinha feito muito mal para mim havia passado por coisas bem ruins, e tudo de modo bem pesado. Dai você, leitor assíduo, deve me entender quando eu escrevo que, ao saber da ocorrência, eu fiquei... com pena.

Sim, é verdade.

Sei lá! Fiquei com pena da mãe da pessoa, da própria, da situação. Não sei, foi instantâneo, não pensado. Fiquei com pena, mas também reflexiva.

Sabe aquele ditado que está na música da novela das 21h onde o Renato Muso Russo canta: "tudo o que você faz, um dia volta para você?" Então. Foi meio que isto que ocorreu. A colheita chegou, após uma plantação toda equivocada.

E ela veio farta.

Juro que, de tudo, fica a lição sobre plantar melhor. A gente acha que não tem dessas, que os deuses não estão nos ouvindo ou observando, que as coincidências não existem.

Tudo existe, e tudo acontece.

Então eu queria terminar este post de HELLO, WORLD! te convidando à reflexão: você está plantando coisas boas? Você está plantando de forma correta?

Para não ter dúvidas porque eu sou de exatas e não muito boa de interpretação => para e dá uma olhada se você não tá fazendo coisa errada! Se tiver, e você SABE disso, saiba que a lenda é verdadeira, e a conta um dia chegará, provavelmente de jeitos que você ja-ma-is imaginou. Se tem dúvida, provavelmente tá fazendo coisa errada sim. Porque a gente sabe, a gente sempre sabe (gratidão eterna ao texto da minha vida, intitulado O GRITO, da musa Martha Medeiros).

A gente sempre sabe quando tá fazendo coisa errada, e ficar tentando justificar estes equívocos (justificar = tornar justo) é uma tremenda de uma cilada (fonte: o amigo do Bino).

NO mais, um ótimo ano para vocês e os seus! Que seja recheado de notícias boas, gargalhadas sem fim, (re)encontros e (re)começos felizes! 




A vida não para, amores. E é melhor a gente seguir juntinho da danada, fazendo a coisa certa. Porque aprendi com crianças que Papai Noel tudo vê e tudo sabe. E não queremos ficar sem presente no final do ano.

sábado, 26 de agosto de 2017

sobre fazer aniversário ou os limões que a vida nos dá

(Nem quero ver quando foi o último post aqui para não ficar mais SHAME que a Cersei de GoT.)

BOM DIA, GENTE! Voces estao bem? Já aviso que este teclado tem vida propria e os acentos e pontuacoes estao tudo sumidos ou sejeeeeee, faremos a famosa limonada com os limoes ofertados pelo teclado.

Posts com lapsos temporais gigantescos - como os ofertados neste espaco virtual - levam a uma situacao mezzo ok mezzo desagradavel -> a quantidade de assuntos a serem discutidos/comentados/vomitados é gigantesca. Dai a escolha de Sophia fica entre Fazer-post-sobre-tudo x Escolher-um-tema-e-se-jogar. O que faremos aqui, hoje?

Quero iniciar pedindo para você se inscrever no canal, dar clique, curtir, etc. HAHAHAHA EU SEMPRE RIO DISTO! (se você não entendeu, entre em um canal do YouTube que invariavelmente, no decorrer de qualquer video que voce esteja assistindo, estas palavras acima mencionadas serao faladas!).



Amores, a titia fez aniversário. De presente? Peço SAÚDE! Depois de um tempo você percebe que a única coisa realmente NECESSÁRIA é saúde. O resto a gente dá um jeito! Sem saúde, NADA ou NENHUM dos outros itens importa. Então, mentalize nest emomento SAÚDE para a titia aqui e já aproveita e mande energias de saúde para todos os que vocês querem bem! E, desde já, agradecida!

Fazer aniversário é algo FANTÁSTICO para alguns, que começam a comemorar um mês antes e só terminam quando o próximo já está chegando. Tudo bem ser assim (só imagino que deve ser um pouco exaustivo isto, mas isto talvez seja reflexo da minha idade avançada e o cansaço inerente que vem atrelado a isto). Outros ficam meio borocoxôs, pensando na vida, tem gente que passa e nem viu direito que era aniversário dele até que alguém se lembre e ligue, mande mensagem, etc.

Já tive as fases de ODIAR fazer aniversário (já escrevi post a respeito, quem achar me avisa que coloco o link aqui, no momento apresento preguiça de realizar tal tarefa), hoje, já tendo cruzado o Cabo da Boa Esperança, estou bem mais tranquila quanto a isto.

Fazer aniversário significa que SOBREVIVEMOS aos 7x1 diários existentes na vida de qualquer um que habite Terra Brasilis, só isto já é sinal de vitoria. E envelhecer te traz algumas benesses, sabia? A gente aprende a let it go mais fácil de coisas e discussões e pessoas e situações que, FRANCAMENTE, acrescentam ZERO à nossa existência. Algo como uma seletividade que vem junto às cãs. Acho que a gente cansa, sabe? De ficar se desgastando com coisa que simplesmente não-adianta. Aliás, acho que esta sabedoria também é importantíssima e vai se ampliando com o tempo: aprendemos a simplesmente não nos envolvermos com coisas que não adiantam. Eu, pelo menos, venho exercendo este know-how há um tempo. E me sinto muito orgulhosa de mim mesma por isto...

Fazer aniversário, depois de uma certa idade, te dá não uma carta em branco para você por nela o que quer, mas vejo mais como uma carta já toda escrita e rabiscada pelos anos anteriores onde você pode descartar, apagar, remover tudo o que não é seu, não te faz bem. E ISTO É LIBERTADOR! A gente acaba, sem querer, carregando muita corrente no decorrer da vida. Se libertar destas correntes faz bem pra pele e para a cabeça. E as reflexões que você faz enquanto dá aquela riscada básica em coisas que simplesmente NÃO-TE-FAZEM-BEM te leva a perguntas como "MDDC, ONDE EU ESTAVA COM A CABEÇA QUANDO FIZ ISSO??" ou então "MDDC, onde eu estava com a cabeça quando me envolvi com fulano?", ou então... vocês entenderam.

Estas reflexões podem ser extremamente uteis, porque quem não aprende História tende a repeti-la. (frase cultural do post do dia). A gente se libertar de correntes que nos prendem a coisas não positivas pode ser dolorido, por mais estranho que isto soe, mas pode demonstrar também como repetimos ciladas atrás de ciladas e não percebemos.



Estou feliz e em paz, quem me conhece sabe. Aceito as coisas mais facilmente, e não, esta frase não é a antítese do que escrevi no parágrafo acima. Quero dizer aqui que não fico mais criando empecilhos para coisas que simplesmente não controlo e que ocorrem. "aceito" que elas existem e vejo o que fazer com elas. Novamente, diria que tento fazer a melhor limonada possível com os limões que aparecem em meu caminho ;-)

(Quero agradecer aos deuses pela paciência, e a meu anjo da guarda pelo trabalhão que sempre dei a ele! Brigada migos, e peço que não desistam de mim).

Vamos em frente, e este post acabou sendo sobre um único assunto. Quero parabenizar a todos pela paciência, e desejar a todos os que estão lendo este texto e a seus amados muita SAÚDE! Que todos vocês sejam muito felizes, sempre! (E sim, desejo isto de coração a vocês, mas também acredito que tudo o que fazemos nos volta em dobro... estou sendo um pouco egoista entao? SIM, ESTOU! Mim Deixa!)

Uma ótima semana a todos, e lembre-se: liberte-se das correntes que a gente escolhe pegar durante o caminho. METE UM DRACARYS NELAS! E siga em frente. Porque às vezes precisamos pegar os limões dados pela Vida, a fanfarrona, e fazer limonada. Outras vezes caipirinha. O que não vale é passar os limões nos olhos, ne? Isto é o mesmo que perder jogando em casa com 3 a mais em campo, e o juiz nos ajudando na arbitragem. Fazendo gol contra.

Ai não né... Ai nao...

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Só eu que acho?








Só eu que acho que, se você não trabalha em algo, não pode ficar dando palpite? (lembrando que, se você puder fazer melhor do que quem está fazendo, vai lá e faz ao invés de ficar apontando os problemas)

Só eu que acho que o que é combinado não é caro?

Só eu que acho que a palavra dada por uma pessoa tem que ter valor e não ser algo vazio e oco?

Só eu que acho que tem muita gente palpitando, palpitando e poucos estão realmente arregaçando as mangas e... fazendo?

Poderia ficar até amanhã cedo falando das coisas que "só eu que acho"... Mas tenho que trabalhar (obrigada deuses, agradeço t-o-d-o-s os dias pelo meu trabalho muso) e não quero ser dessas que acham o erro e só ficam lá com o dedo em riste apontando reclamando e fazendo... nada.

Não sei se é a tal da era de Aquário, mas as pessoas estão bem desequilibradas. Todas muito agressivas, já percebeu? Que seja o calor, que seja porque a pessoa está num dia ruim. Pelamordideus, eu tenho que conviver com gente que me dá PAVOR, mas vou lá, sou educada e pronto, não fico ruminando grama que não gosto.

Hoje em dia, talvez para contrabalancear a doideira generalizada, agride-se e depois há sempre uma desculpa na ponta da língua. (Só eu que acho que seria tããão mais fácil... não agredir?)

Eu sempre rezei, mas ultimamente aumentei a carga. Talvez tenhamos que reaprender o bê-a-bá básico, para dai pensar em passos mais largos.

Mas aí vai ver que sou só eu que acho isso, ne?



Uma ótima primavera a todos. Que seja linda, fresca, renovada. E florida!

quinta-feira, 19 de março de 2015



que o mundo tá muito doido acho que todo mundo sabe, mesmo que você insista em se isolar em uma caverna sem conexão wi-fi.

só que eu tenho p-a-v-o-r de gente reclamona, que só reclama, tudo é uma sofrência, "ó dia ó vida ó azar". acho que meu pavor vem muito de isso me lembrar de gente acomodada - diferente de incomodada, veja bem - que não faz nada para mudar e só fica amaldiçoando tudo e todos.

momento auto-ajuda do texto => você não é uma árvore. se está infeliz, mude!

então eu tomei uma decisão pessoal. tentarei fazer minha parte neste mundo doido. sabe a estorinha do beija-flor que tentava apagar sozinho um incêndio enquanto todos os animais fugiam, e ele dizia "estou fazendo apenas minha parte"?

eu farei minha parte. está ruim? sim! mas não ficarei reclamando, porque sempre SEMPRE sempre pode piorar, e tem muito poço sem fundo dando sopa por ai...

isto vai resolver? creio que não. mas pelo menos não serei contaminada e dominada pela inércia que nos ronda...

(e no fundo tô torcendo para que existam mais beija-flores por ai... quem sabe, ne? quem sabe...)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

para 2015...


Ouvindo Regina Spektor, aqui...

Eu só quero ser uma versão melhor de mim...

Eu gostaria também que o que não for o melhor para mim seja afastado pelos deuses...

E, se é para pedir algo, peço SAÚDE, para mim e para os meus...

Todo o resto, bom, que venha!

Post adiantado, mas ainda assim que 2015 seja ótimo para todos os que aqui vem. E que só o melhor de cada um ocorra...

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Vida dos Outros - Queda do Muro de Berlim



(spoiler alert mode on)

Domingo comemorou-se os 25 anos da queda do Muro de Berlim. Quando eu estava na escola o mundo era um, Perestróika e Gorbachov eram palavras que impunham respeito e tudo aquilo implodiu em uma noite - pelo menos para quem se lembra do Pedro Bial falando direto de Berlim, com as pessoas marretando o muro ao fundo (parênteses, eu lembro o/). Para celebrar a data, algum jornal deu dicas de filmes que representavam aquela época. E foi nessa que assisti a um dos melhores filmes que já vi na vida!

Das Leben der Anderen (A Vida dos Outros), Oscar de melhor filme estrangeiro em 2006, é um filme emocionante que conta a estória de um funcionário da Stasi (polícia secreta alemã) durão, seguidor das regras, totalmente engessado na vida e que, ao ficar responsável por escutar as conversas e ver os vídeos de gadgets instalados clandestinamente na casa de um diretor de teatro e sua namorada atriz, percebe que talvez ele esteja errado, e que talvez os "subversivos" não fossem de todo tão maus assim...

As cenas iniciais do filme me ensinaram muito. Um aluno do curso de agentes da Stasi pergunta porque às vezes são feito interrogatórios longos sem pausas, já que isto parecia ser tortura (lembre-se que eles se achavam certo, estavam livrando o mundo dos inimigos infiltrados que, digamos, apenas pensavam diferente deles). Resposta: quando as pessoas mentem, elas sempre dizem as mesmas palavras e frases, porque foi isto que elas "decoraram" para consubstanciar a mentira. Quem fala a verdade, apos um tempo, explode, grita, xinga, porque o sentimento de injustiça grita dentro dele e ele não está mentindo. Já quem mente, sustenta a mesma estória com as mesmas palavras por horas, até dias. Então se o julgamento interrogatório bate-papo é longo, uma hora, pelo cansaço, ele quebra (fica a dica).

Na verdade, o filme é brilhante em tantos aspectos que é difícil enumerar um. Começa pelo auto-questionamento sobre nossas convicções enraigadas, onde a pessoa percebe que não é porque ela tem uma opinião formada que ela é detentora da verdade universal, passando pela descoberta de que todos estamos lutando nossas pequenas lutas diárias, lidando com os revezes da melhor forma possível. Discute a questão do "até que ponto você iria pela sua arte"? Até que ponto você iria para manter o que você ama? Por que, vamos lá, falar é apenas dizer que faria isso ou aquilo, mas quando a coisa engrossa, talvez ajamos de forma totalmente inesperada...

Vale a indicação, a reflexão,  o questionamento sobre o que é viver sob o medo. Em tempos de "nós x eles" que ficou após a eleição e a ideia de que podemos ser espionados a qualquer momento, o filme mostra alguns aspectos que podem nos ser úteis. Será que somos espionados e não sabemos? Será que o outro está tão errado assim apenas por pensar diferente de mim? Será que devemos aceitar passivamente tudo o que nos é imposto? Será que os fins justificam os meios?

Sem contar que o ator mais lindo da galáxia está no filme. (Deuses, aproveitando o ensejo, me mandem um desses se estiver disponível. Obrigada!)

No fim, fica o aprendizado. Todas as nossas ações tem reações, e por mais que calculemos tudo, o que vem de resposta pode ser algo absolutamente imprevisível, mesmo que todas as precauções tenham sido tomadas. Mesmo que o ensejo inicial fosse ajudar alguém. Então lembrem-se: todas as nossas ações geram reações em outras pessoas, e vice-versa. E por mais que estejams bem intencionados, não controlamos o outcoming. Podemos apenas torcer e esperar pelo melhor. E lidar com as consequências de atos que, muitas vezes, ocorreram de forma em que não éramos e jamais fomos, sequer, os atores principais. Isto é viver. Ou sobreviver, dependendo do ponto de vista...

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

não sou obrigada



Uma das vantagens de envelhecer é se libertar de algumas amarras que necessariamente temos quando mais jovens. Uma delas é o "ter que fazer" em contraponto ao "não sou obrigada".

Muitas vezes, por necessidade, somos obrigados a conviver com pessoas que não queremos, ir a lugares que nos fazem mal, temos que sorrir quando tudo o que gostaríamos de fazer era esfregar a cara da pessoa no asfalta. 

Ai o tempo passa, e algumas vezes você é premiado com algo além de rugas na cara: lhe é permitido dar um middle finger para estas pessoas/situações e sair linda leve e solta com cabelos ao vento gargalhando alto.

Isto é libertador. Isto é ótimo. Isto é algo que olha, vou te contar, te empodera (palavra da moda) de forma inimaginável.

E isto é perigoso.

Porque quando isto ocorre você começa a perceber que sua vida tem muita coisa que você é obrigado a fazer, não porque quer, mas porque tem que. E poder se libertar disto sem nem olhar para trás te dá uma sensação de vitória e bem-estar que pode te levar a um casulinho-bolha fora da realidade.

Se fôssemos melhores aqui não teríamos encarnado. E é super fácil conviver com quem a gente gosta, ne? Com aqueles que compartilham do mesmo ponto de vista que a gente, que te entende sem você precisar explicar.

Mas aí, como você vai evoluir? Como você vai sair da inércia? Não vejo como.

Então, por mais libertador que seja dar um fuck you para o mundo, algumas vezes temos que segurar a cara de coo e nos submeter a algo que não gostamos. Tem os que esbravejam, os que reclamam, os que fazem cara de paisagem. Minha tática? Fazer tudo a meu alcance para que aquilo termine o mais rápido possível.

Porque ficar se agredindo ao ter que fazer o que somos obrigado é algo extenuante. Para mim é. E atualmente, tento usar minha sabedoria yoda para achar o meio termo entre o VTNC e o "affffff, ok". 

Mas te confesso que as vezes é difícil... 


Um bom início de mais quatro anos. Que o nosso melhor nos ocorra.

E que eu reveja meu posicionamento de me afastar de pessoas que descobri durante este processo que são absolutamente distintas de mim. Ás vezes, é melhor ter o "inimigo" próximo do que longe... questão de sobrevivência.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

o outro é pior, ou o que tenho aprendi com estas eleições...



Vivi para ver amizades acabando, veias pulsando, brigas acaloradas e discussões descambando para a ignorância. Tudo por causa de... política. E aprendi, durante esta última eleição que, graças aos deuses, termina neste próximo domingo (será mesmo?):

1- que as pessoas tem memória seletiva. Elas escolhem se lembrar do que querem e fazem vista grossa ao que não querem. Características pessoais que, a priori, não serviriam muita coisa para uma eleição, viram moeda de bater no inimigo. Não basta o meu candidato ter indicadores melhores que os seus, o seu candidato é pior. E defenderei isto até a morte.

2- que as pessoas escolhem seu candidato, juntam-se à sua turba e vão para a guerra rua numa vibe meio "nós vs. eles". Ah sim, nós somos sempre melhores. E ponto, não há diálogo, não há discussão ou argumentação.

3- vi pessoas desqualificarem deliberadamente tudo relacionado ao outro candidato como forma de defesa (?) do seu candidato. No outro, nada, absolutamente nada presta.

4- existe, de ambos os lados, ódio ao partido que o candidato representa. Vi gente sem saber uma única coisa a respeito do candidato X ou Y, só sabe que "não voto no partido". E isto vale para os dois na disputa...

5- vi pessoas com medo de expor suas opiniões por medo de represálias. Sabe aquela estória de que temos que RESPEITAR o outro e seus pontos de vista? Aprendi que, nesta eleição, isto foi deixado em segundo plano.

6- vi pessoas serem absolutamente discrepantes com seus discursos de pouco tempo atrás. Coerência passou longe. Defendia tal coisa com unhas e dentes, e agora faz vista grossa desta mesma coisa. Afinal, coerência para que, não é mesmo?

7- vi gente usando de informações e manipulações baixas e baratas para desqualificar o outro e seus seguidores. Achava que o cerumano não seria capaz de algumas baixarias. Aparentemente me enganei, e me enganei feio. E o céu (ou o inferno, no caso) parece ser o limite.

Poderia escrever por horas para dizer que as pessoas ficaram loucas. Falo e defendo tudo do meu escolhido, o seu é pior, você é cúmplice de tudo o que está ocorrendo, o seu é misógino, o meu é assim, o seu é assado. Honestamente, discussão brava entre cego, surdo e mudo.

E neste clima de FlaxFlu, não sei até que ponto alguém se lembra que, no final da estória, todos temos o mesmo denominador comum. Todos queremos, cada um dentro do seu cada qual, melhorar. Queremos um país melhor. Cada um de nós quer melhorar de vida, para nós e nossos sucessores (não disse semelhantes, veja bem). Bom, eu quero.

Então, não vejo a hora de acabar algo que, ao final, mostrará um racha claro em MEU país. Porque independentemente de quem ganhe, a soma dos nulos (detesto os dois) + brancos (nenhum me representa) + votos do outro candidato dará uma maioria ampla em cima do que ganhar. Ao vencedor, muito trabalho a frente, e a responsabilidade de tentar agradar aqueles que "o odeiam".

Porque se o meu candidato ganhar, comemoro como se o 7 a 1 fosse nosso.  Se perder, eu fiz minha parte e não tenho nada a ver com isso.

Só sei que a coisa não será fácil. Os próximos anos não serão uma belezinha, ganhe quem ganhe. Dizem que brasileiro tem memória curta, e aparentemente, em certos casos, tem mesmo.

E acho que o gigante que acordou ano passado deve estar com muita vergonha. E deve pensar: "eu acordei... para isso?"

Boa eleição a todos. Votem de forma consciente. Escolham o que é a melhor opção na sua visão de mundo, e façam seu dever cívico. Lembrando de que em momentos de caos, o caminho de saída é encontrado racionalmente. Sempre.


sábado, 13 de setembro de 2014

Até quando continuar?



Esbarrei em um vídeo do professor Clóvis de Barros Filho no Jô. Ele é professor de Ética na USP e é filósofo, entre outras coisas, e estava no programa para falar sobre seu mais novo livro à época.

O que vi ali foi a mais perfeita definição do que é felicidade. Só vendo o vídeo para entender o que eu escrevi. E rir.

Em um dado momento ele cita Zaratustra, que, nas palavras do professor, disse o seguinte:

"Demore o tempo que for para ver o que você quer da vida
e depois que decidir
não recue ante nenhum pretexto
porque o mundo tentará te dissuadir"

Aí eu pensei em todas as vezes em que eu tinha certeza achava que sabia o que queria da vida. E lutei por e para isso.

E não consegui.

Então fiquei pensando também que às vezes, temos que escolher não o que queremos da vida, mas se queremos continuar pagando o preço da escolha feita. Você quer continuar no relacionamento em que está? No mesmo emprego? Fazendo as mesmas coisas? Se você quer, então você está ciente que está escolhendo ficar neste relacionamento/emprego/ciclo de vida e abrindo mão da sua luta para chegar até ali?

Você fica em paz com esta sua escolha?

Você sabe que escolher continuar significa aceitar onde e como você está? Porque se você acredita que as coisas mudarão, acorda para a vida, criatura. Mesmo que mudem, não depende de você, e só por isto já é algo mais difícil, já que talvez a única coisa que controlamos é o que podemos fazer e como podemos ser frente aos sopapos acontecimentos da Vida, a fanfarrona.

Escolher prosseguir é continuar pagando o preço do que você abre mão para tentar chegar "lá", detalhe importante, sem ter certeza se você conseguirá o que quer e busca e luta por. Escolher abrir mão é aceitar onde você está e... continuar. Assim. 

Tenho medido minhas escolhas por este parâmetro. Eu estou bem onde estou? Eu aceito isto? Não? Então não importa o quão difícil esteja sendo, eu prossigo. Mesmo sem saber se conseguirei o que quero. Eu escolho isso, agora, e é a melhor escolha possível para este momento.

Se um dia meu cansaço/decepção/... for maior do que a vontade de mudar, eu puxo o freio de mão. Não estou desistindo, veja bem, estou aceitando que permanecer onde e como estou é melhor do que continuar sem saber onde chegarei.

Não é o mundo tentando me dissuadir. É eu sendo honesta aos meus sentimentos e sendo inteligente o suficiente para saber o momento de sair de cena. Porque são lindas as teorias falando que "só perde quem desiste", "só não consegue quem desiste" e suas variáveis. Mas nem sempre a teoria bate com a realidade.

Pelo menos não no meu mundinho...

(PS- quem quiser descobrir a definição de Felicidade pelo professor Clóvis na ótima entrevista, clica aqui... e ria comigo...)


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

duvida, possibilidades e (des)crença

(Ouvindo Nando Reis cantando, aqui)

Quando alguém escreve algo que gostaríamos de ter escrito de forma absolutamente perfeita, até parecendo que ela sabia exatamente o que você queria escrever, nada mais nos resta a não ser dar um Ctrl+C e Ctrl+V no texto, postar aqui e aplaudir de pé, enquanto leio, releio e penso: "como ela sabia?"

Texto maravilhoso com tudo e mais um pouco que eu gostaria de ter escrito, mas que a Iza, do Meu Todo Amarelo, escreveu de forma, no mínimo, brilhate:

"Não sou lá muito amiga da sensação de dúvida. A dúvida não me desafia, ela me angustia. Ela me empurra para o exercício da paciência mesmo quando não tenho energia restante para exercitar. Mas o bonito da dúvida é que ela tem um quê de esperança, ela normalmente tem um certo desejo que segue em uma das direções. A dúvida pode, vai saber, resultar no que você quer. Existe possibilidade. Existe um acreditar. Repito: não sou lá muito amiga da sensação de dúvida. Mas, por existir algum acreditar, não desisto de tentar lidar com ela. Insisto. Já com a descrença é diferente. A descrença é implacável. Não há possibilidades. Nela, meu querer é desistir."

Eu também acredito, mesmo que aos trancos e barrancos. Eu insisto. E, no dia em que eu descrer de tudo, saibam que estarei em paz, porque tentei tudo o que podia.

Um ótimo dia a todos, e Iza, obrigada pela obra-prima.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

link sobre texto que tem-que-ler

Eu só queria deixar aqui o link para um texto que tem que ser lido e compartilhado. Neste meio tempo, se der, que consigamos refletir sobre a realidade que não vemos no nosso mundinho maravilhoso.

http://educacao.uol.com.br/noticias/bbc/2014/08/26/continuei-dando-aula-com-olho-sangrando-diz-professor-atingido-por-azulejo.htm

Na falta de algo pertinente para escrever, me calo. E tento nao perceber o quanto ainda falta para melhorarmos...


sábado, 16 de agosto de 2014

Aniversário ou Recomeço?

Entao eis que novamente chega meu aniversário. Já escrevi nos outros anos que nao gosto muito desta data, e isto desde criança, como mostra meu bico nas fotos em preto e branco. Fico reflexiva, e geralmente vejo onde gostaria de estar, onde estou e ai, bom, conclua você, caro leitor.

2014, até agora, esta esquisito. Muita gente desencarnando, ou pelo menos tenho a impressão de ler mais notícias sobre isto. Copa do Mundo que não iria ter para um evento bacana, com mais sorrisos do que lágrimas de tristeza. Eleição. Acidente que entra para a História. Mudanças. Tempo passando cada vez mais rápido. Recomeço.

Para mim, recomeço.

Que neste novo ano meu que se inicia, peço apenas que, se possível, ele seja melhor do que o que passou. Que o meu melhor me ocorra. Que eu valorize o que deve ser valorizado, sabendo pesar e medir inteligentemente os ocorridos da Vida. Que os que eu amo tenham Saúde e fiquem Felizes a maior parte do tempo.

Que eu recomece renovada, já entrando no ano limpando a poeira dos joelhos pelo tombo levado por estes dias. Que eu pouco me entristeça ou enraiveça, e que eu consiga enxergar e aceitar os momentos como eles são, nao como eu gostaria que fossem.

Que eu evolua. Que eu cresça. Que eu sorria mais. Que eu me lembre que, no fundo, nao controlo absolutamente coisa alguma. Que o que importa é ser feliz. Que nao serei feliz as custas da tristeza alheia.

Que eu siga, adelante siempre.

E que eu, daqui a um ano, se possível venha aqui e escreva que, naquele dia, eu me tornei alguém melhor.

Que hoje seja melhor do que ontem. Que amanhã seja melhor do que hoje. Ad infinitum.

Que assim seja.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Mantra Necessário do Período

Oração da Serenidade

Deus, 
dai-me a serenidade para aceitar as coisas que eu não posso mudar, 
coragem para mudar as coisas que eu possa, 
e sabedoria para que eu saiba a diferença: 

vivendo um dia a cada vez, 

aproveitando um momento de cada vez; 
aceitando as dificuldades como um caminho para a paz; 

indagando, como fez Jesus, a este mundo pecador, não como eu teria feito;
aceitando que o Senhor tornaria tudo correto se eu me submetesse à sua vontade para que eu seja razoavelmente feliz nesta vida e extremamente feliz com o Senhor para sempre no futuro. 

Amém.

Ás vezes, uma oração é um mantra que expressa tudo o que gostaríamos.

Que assim seja.

domingo, 15 de junho de 2014

Recolhendo Lixo durante a Copa

Ao invés de dar minhas impressões sobre a Copa no final (sim, acredito numa vitoria Brazuca em cima dos Hermanos numa final decidida nos pênaltis), registro aqui ocorrências que não geram tantos holofotes, mas que para mim são absurdamente significativas.

No domingo, dia 15/junho, os japoneses perderam seu jogo. Saíram depredando tudo e todos, como vários times fazem? Não. Ao final do jogo os torcedores ajudaram a recolher o lixo que geraram. Sim, eles levaram sacolas e recolheram seus lixos. Assim:




Ou assim: 


Fiquei com vergonha.

Porque nós, brasileiros, não recolhemos sequer nossos lixos quando vamos à praia, ao parque, andando na rua. O que eu já vi de gente jogando coisa pela janela aqui em São Paulo, olha, inenarrável. Ou a pessoa vai jogar na lixeira, erra o alvo e segue andando, como se nada tivesse ocorrido.

Lembro de um post antigo que eu fiz onde uma senhora japonesa, bem idosa, estava na fila para pegar comida e água racionada após o acidente de Fukushima. Perguntaram para ela porque ela não tentava furar fila. Ela respondeu que todos ali estavam esperando pela mesma coisa, e ela, caso tentasse furar fila, envergonharia sua família.

Envergonharia sua família.

Sim, sei que a realidade aqui é absolutamente diferente da japonesa, além de sermos bebês perto de sua cultura de milênios. Mas creio que os bons exemplos devem ser copiados, ou senão adaptados a outros lugares para que gerem bons frutos.

Ah, lembrei agora também, acho que foi o Zico que falou (chutei total a fonte, mas que eu li eu li) a respeito da cultura japonesa logo que ele chegou lá para ser jogador: na hora de formar a barreira, os jogadores não andavam, ou davam migué tentando dar passinhos para dificultar a vida do outro time. Ele foi perguntar o porquê disto. Resposta? Ué, mas a regra diz que devemos ficar parados.

A regra.

Há pouco tempo (umas semaninhas) li um artigo que não printei, mas era uma análise a respeito do comportamento de jogadores em campo de futebol e como isto fazia referência à sua cultura. Assim, jogadores falavam quando não tinha sido falta e o juiz tinha dado, algo como um jogador de tênis falar que a bola foi dentro mesmo quando os juízes tinham dado bola fora. Países do antigo Primeiro Mundo eram geralmente mais "respeitosos" às leis e regras. Os de países latinos (lembro especificamente que falava latinos porque eu vesti a carapuça) tendiam a ser "cai-cai".

Fica a reflexão. Que não envergonhemos nossas famílias. Que respeitemos as regras. Que recolhamos nossos lixos mesmo após um placar desfavorável...

A passos de formiguinha, se Deus quiser (ou Alá, Adonai, Shiva, quem for, todos são bem-vindos), um dia chegamos lá.

Assim espero...

quinta-feira, 5 de junho de 2014

para refletir


Ouvindo Metallica, aqui.

Você está em um emprego/relacionamento/fase de vida que, honestamente, não dá. Mas você insiste. Você cria desculpas estórias na sua cabeça e as usa para justificar sua escolha (erro?). Você SABE que aquilo é um fundo de poço ao mesmo tempo em que não consegue abrir mão. Let it go

Enquanto isto, o tempo passa. Você vai se dando desculpas (impressionante como sempre os outros enxergam o óbvio que é invisível para nós, não é mesmo?), postergando algo na esperança... de que?

Uma amiga foi na Tiarex, minha terapeuta musa amada. Estória de vida dela? Vê se você já viu este filme: ela terminou um namoro que lhe era nocivo mas não cortava vínculos. Ela SABIA que não teria como voltar, não seria feliz com o defunto. Ao mesmo tempo, atendia às suas ligações, às vezes tinha vontade de ligar (para que mesmo?) para ele, pensava nele... E se você perguntava o porquê disso tudo, a resposta era "não sei".

Pois bem: indiquei essa amiga para a Tiarex. Após meses de consultas, ela me liga hoje, lágrimas nos olhos (eu a imaginei assim, me deixa), feliz da Vida. 

"Por que eu não consigo deixá-lo ir? Por que eu ainda o atendo? Por que eu crio estórias na minha cabeça? Por que eu, mesmo sabendo que ele NÃO É O CARA CERTO PARA MIM, não quero deixá-lo ir?"

Isto em um segundo momento evoluiu para "por que tem casais que passam 40 anos para decidir se separar e ficam infelizes durante todo este tempo? Por que tem gente que insiste em ser opção número 2? Por que tem casais que morrem lentamente por décadas um ao lado do outro, ambos infelizes, mas continuam juntos?"

PORQUE ENQUANTO VOCê ESTÁ ALI, COZINHANDO A PESSOA EM BANHO-MARIA, MANTENDO VÍNCULO, NÃO LARGANDO O OSSO, VOCÊ MANTÉM VIVA A CHAMA DE QUE A PESSOA MUDARÁ PARA COMO VOCÊ GOSTARIA QUE ELA FOSSE.

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Porque mantemos as coisas/pessoas/situações/relacionamentos ruins na esperança de que eles se transformem no que gostaríamos que isto/eles fossem.

(para reflexão eterna em todas as áreas da minha vida...)

LEMBRETE: não manter na minha vida coisas que eu SEI que não mudarão...

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Martha Medeiros again...

Ás vezes eu abro aqui com várias ideias na cabeça e, como tenho escrito pouco, penso em como concatenar coisas díspares de uma forma que faça sentido e me alivie o peito (razão principal do CCQ => válvula de escape da tia que aqui te escreve).

Só que, do nada, cai nas minhas mãos um texto tão perfeito que seria uma heresia não compartilhá-lo com meus dois leitores. Então, segue abaixo o Control V do texto da minha eterna musa Martha Medeiros. Os negritos são meus...

Quanta felicidade eu aguento?


“Te desejo toda a felicidade que puder aguentar”. Foi com essa frase que uma pessoa que gosta de mim encerrou seu e-mail, e fiquei petrificada diante do computador, um pouco pela explosão de gentileza de alguém que nem conheço, e outro tanto pela contundência que me fez pensar: quanta felicidade eu aguento?

Desde que lancei um livro com a palavra “feliz” no título (a coletânea de crônicas “Feliz por Nada”, de 2011) que respondo até hoje a uma infinidade de entrevistas com esse mote: o que é, afinal, ser feliz?

Bom, quando estou triste, estou feliz. Não sei se isso responde.

Felicidade não tem a ver com oba-oba, riso frouxo, vida ganha. Isso é alegria, que também é ótima, mas que não tem a profundidade de uma felicidade genuína que engloba não só a alegria como a tristeza também. Felicidade é ter consciência de que estar apto para o sentimento é um privilégio, e que quando estou melancólica, nostálgica, introvertida, decepcionada, isso também é uma conexão com o mundo, isso também traz evolução, aprendizado.

Feliz de quem cresce. Mesmo aos trancos.


Infelicidade, ao contrário, é inércia. A pessoa pode passar a vida inteira sem ter sofrido nada de relevante, nenhuma dor aguda, mas atravessa os dias sem entusiasmo, anestesiada pelo lugar comum, paralisada por seu próprio olhar crítico, que julga aos outros sem nenhuma condescendência. Para ela, todos são fracos, desajustados ou incompetentes, e não sobra afetividade nem para si mesma: se está sozinha ou acompanhada, tanto faz. Se lá fora o sol brilha ou se chove, tanto faz. Se há a expectativa de uma festa ou a iminência de uma indiada, tanto faz. Essa indiferença em relação ao que os dias oferecem é uma morte que respira, mas ainda assim, uma morte.


Eu reajo, eu me movo, eu procuro, eu arrisco – essa perseguição a algo que nem sei se existe é uma homenagem que presto à minha biografia. Nada me amortece, tudo me liga, tanto aquilo que dá certo como também o que dá errado. Felicidade é uma palavrinha enjoada, que remete só ao bom, mas dou a ela outro significado: é uma inclinação abrangente e corajosa para a vida, que nunca é só boa.

Já a infelicidade é uma blindagem contra o encantamento, é negar-se a extrair das miudezas o mesmo feitiço que as grandezas proporcionam.

Eu celebro o suco de laranja matinal, o telefonema de uma amiga, a saudade que eu sinto de algumas pessoas, o sol caindo no horizonte, a luz que entra pela janela do quarto ao amanhecer, a música que escuto solitária e que me remete a uma inocência que já tive – e pelo visto ainda tenho. Celebro o já vivido e o que está por vir, as risadas compartilhadas e o choro silencioso, e todas as perguntas que um dia talvez sejam respondidas.

Como esta: quanta felicidade eu aguento? Não sei. Que venha. Recusá-la é que não vou.
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Depois de ler isso, me diz: tem como escrever algo?

segunda-feira, 19 de maio de 2014

médicos - GNT



Descobri um programa ótimo. Só aviso que precisa de várias caixinhas de lenço de papel para assisti-lo...

Outro dia, zapeando a TV, me deparei com o programa MÉDICOS, no @canalGNT. Este programa é um tipo de reality show, que acompanha a estoria dos médicos (dããã) do Einstein em São Paulo (hospital top-vip-platinum) e, mais importante, a estória dos pacientes em tratamento ou que lá chegam.

Uma menina - sim, ela parece uma menina - cuida da UTI pediátrica oncológica. Precisa dizer mais? E lá aparecem as crianças lutando ferozmente pela sobrevivência. E ela lá, lutando com eles, rezando muito e "segurando as pontas através de muita terapia".

O programa emociona. Pela estrutura do ambiente (e quem já assistiu o Profissão: Repórter falando sobre a Saúde Pública vê o outro lado da moeda), pela luta, pela esperança. Pessoas que estavam lá, vivendo suas vidas, de repente se veem meses em um hospital, com tubos e mais tubos ligados em todas as partes de seus corpos. É um programa sobre humildade, paciência, superação, percalços, recomeços. 

Choro igual criança em todos os episódios.

Em épocas de #NaoVaiTerCopa, manifestações generalizadas, violência e o de sempre, é inspirador ver estorias onde nos despimos de todas as preocupações inúteis e só focamos no que importa: nossa saúde. Nossa Vida. Profissionais lutando pela vida do outro. Pacientes redescobrindo a força da palavra "família". 

Ás vezes é bom mudar os programas assistidos. E, no meio do caos, descobrir um oásis. Que nos ajuda a lavar a alma chorando com as estorias alheias, ao mesmo tempo que nos relembra os motivos pelos quais vale realmente a pena se preocupar. Aprendemos a mensurar a importância das coisas. E aprendemos que estamos com nossa balança de medidas deveras descalibrada...

PS - a todas as pessoas internadas ou lutando pela Vida => que vocês se recuperem e sejam mais um número de vitoria. Para aqueles que tem alguém próximo doente, minha força a vocês e a eles. E que todos valorizemos a saúde que temos. Hoje e sempre. Que assim seja.

PS2 - jabá não incluso pela citação do programa.

sábado, 3 de maio de 2014

Puxando a toalha da mesa



"O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove." (Fernando Sabino)

Ás vezes a Vida, a fanfarrona, nos convida a ou seguirmos o caminho em que estamos ou nos oferece a outra opção, assim, do nada. Opção às escuras, onde você pode ou ganhar na Megassena acumulada ou ficar pior do que estava antes,

E você tem que escolher se segue em frente ou se muda de rumo... Coragem é jogar tudo para o alto ou continuar em frente?

Decidi mudar de rumo, e anjos tem me ajudado!

Obrigada Davizito e @elenitadf... Que vocês recebam em dobro a ajuda que me deram (e tem me dado).

Porque pedir sinais é fácil. Difícil é, muitas vezes, puxar a toalha da mesa sem derrubar as coisas em cima.

Ou derrubando tudo, como no meu caso...

sábado, 19 de abril de 2014

Feliz Renascimento


"Páscoa é renascimento"

Não falarei sobre o fato da Páscoa ter se transformado em algo tão comercial quanto o Natal, muita gente não sabendo o que comemora e NÃO, A PÁSCOA NÃO FOI ONTEM, SEXTA-FEIRA, sobre o preço de dar crise de riso dos ovos, do bacalhau também estar caro, bla bla bla.

Falarei que ontem fui ao Carrefour e, no caixa, o empacotador era um moço especial, um querido. Dai perguntei se ele queria ajuda e ele disse que não, porque aquele era o trabalho dele. Perguntei que horas ele iria embora e ele respondeu que as "18h, que é o mesmo que 06 horas da tarde".

Dai quando ele acabou eu dei para ele uma nota de 2 dinheiros e disse: Odilon, é para comprar um lanche, ok? Só lanche!

Ele me olhou por trás dos óculos grossos e perguntou, sorrindo: "tia, eu posso comprar figurinha da Copa?"

Pode, Odilon, pode...

E ficou feliz feliz feliz porque compraria mais figurinhas do álbum da Copa...

Feliz Páscoa a todos...


domingo, 13 de abril de 2014

Luz no fim do túnel



"Deus escuta todas as preces, mas as vezes a resposta é não" (do filme Anjos e Demônios)

Somente a ardente paciência fará com que conquistemos uma esplêndida felicidade. (Martha Medeiros)

Não sei vocês, mas eu rezo muito e sempre. Geralmente agradeço por tudo, e peço forças para seguir adiante e aguentar o que tiver que vir. Se é para pedir, peço por meus familiares e aqueles que amo. E quando peço para mim, algo mais específico, peço apenas que meu melhor aconteça, seja o que isto for.

Então eu tinha decidido dar um shut down em tudo. Quando não concordamos com nossa realidade devemos tentar mudá-la, fazendo o que está em nosso alcance. Raciocínio lógico isto. Só que após um século tentando e a realidade sendo a mesma, acho que os deuses não tinham mais paciência para o óbvio: filha, sua resposta é NÃO!

E eu decidi aceitar. O que me acalmava era o discurso da derrotada => fiz o que eu pude! Só que a realidade não é o que eu quero, como aprender agora a aceitar o que sempre (re)neguei?

Dai, do nada, surge uma luz no fim do túnel. Através de um amigo virtual, eis que parece que tem uma lamparina acesa lá no finalzinho...

E então me pergunto: tento? Deixo passar? Continuo?

O que mata o ser humano é o talvez... Só que, às vezes, o que a vida quer da gente é coragem, como já dizia Guimarães Rosa...

PS - obrigada por insistir, Davizito... Que você receba em dobro toda a ajuda que tem me prestado...