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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Prioridades, Empatia e Solidariedade

FELIZ ANO NOVO! Sim, sei que amanha já é MARÇO O_O, mas como a tia só reapareceu agora, o que vale é a intenção, não é mesmo? Então um ÓTIMO 2017 para todos, e que seja melhor do que foi o ano passado OREMOS.

Sei que estou sumida, mas é a vida lá fora, né mores? E a tia não é teenager nem tá com a vida ganha, então tenho que ir lá fora ganhar o pao de cada dia (credo, que piegas, quase escorreu uma lagriminha de canto de olho aqui). Tentarei postar a cada 15 dias, quem sabe? É bom porque não estou na terapia e aqui pelo menos dou uma desabafada. Talvez, com sorte, mais alguém pense como eu e eu não me sinta uma deslocada do mundo todo.

Como tem muito tempo desde o último post, inviável tentar por tudo em dia. Sim, tento acompanhar TUDO o que ocorre mundo afora, e mais ainda => tento ler diversos pontos de vista distintos para então tentar concluir algo. E ah, como concluo...

Mas quero aproveitar este O RETORNO ao CCQ tão abandonado para discorrer sobre alguns acontecimentos. Acompanhe (não desiste de mim, gente, sou carente).

Começando pelo Carnaval. Acho todas as escolas maravilhosas, não fui em bloco algum, sou solidária aos bairros onde tem bloco e o morador sofre, sou solidária aos que aproveitam estes dias para soltar as frangas como achar melhor. PORÉM, foco nos acontecimentos trágicos que se deram com algumas escolas do Rio de Janeiro tão lindo...

Amores, pessoas ficaram prensadas pelo carro de uma escola no domingo de Carnaval. E a festa prosseguiu. Na segunda, um carro “implodiu” com várias pessoas em cima, e alguns estavam preocupados com a evolução, harmonia, etc. Alguns continuaram dançando como se nada tivesse ocorrido (li de tudo na minha TL do twitter: desde “paguei a fantasia”, “o ocorrido não foi comigo então vou aproveitar”, “a vida continua”, etc). SUSPIRO PROFUNDO NESTE MOMENTO. Ah, teve um carro que também apresentou problemas em uma parte e uma destaque caiu (me esqueci do nome da escola, se alguém se lembrar me avise).



MEU PONTO: estes ocorridos TEM que ser pegos como ponto de partida para analisar que ALGO ESTÁ ERRADO, MUITO ERRADO, e deve ser corrigido antes de haver algum vítima fatal, e da questão que pode ser resumida em uma palavra: EMPATIA. Ou falta dela, em vários casos...

Analiso os ocorridos por este lado. Não foi comigo, então sigo festejando. Eu paguei, então prossigo alheio à dor do próximo. Não importa a justificativa, mas eu fecho os olhos à dor alheia e prossigo alalaô. NÃO IMPORTAM OS MOTIVOS, tudo converge para um ponto: A FALTA DE EMPATIA ANTE A DOR ALHEIA. A DIFICULDADE! O PROBLEMA!

Ah, mas é a vida deles, eles trabalham o ano todo... VEJA PELO ESPECTRO AMPLO E COLETIVO: TINHA GENTE MACHUCADA, SANGRANDO, ALGUNS COM TRAUMATISMOS SEVEROS, e alguns preocupados com... bem, pela minha cartilha, com BOBAGENS.

COMO QUERER ARRUMAR TUDO E TODOS SE NÃO CONSIGO TER EMPATIA COM O QUE ESTA SOFRENDO E, PASMEM, PROXIMO A MIM?

Talvez tenhamso que encontrar um denominador comum, e penso se isto não deveria ser prioridade zero. Entao para e pensa: já teve alguma situação onde pessoas próximas a você estavam em dificuldades? O que você fez? Seguiu alegre? Ou foi solidária?

Sei que está gigantesco, e hoje é terça de carnaval e ainda não fiz o almoço. Mas pare e pense se nós não estamos com as prioridades tudo meio bagunçadas. Se a falta de empatia para com o próximo não denota também falta de solidariedade? (SE NÃO ESTAMOS TODOS DOENTES?)


Não acho que esteja certa, até porque sei que tem gente que pensa bem diferente de mim. Fica a reflexão referente às nossas prioridades, empatias e solidariedades... Porque em um país com tantos problemas, talvez a forma de tentar reiniciar seja cada um fazendo uma auto-análise para identificar nossas características. 

O problema seja talvez descobrir o que encontraremos ao realizarmos este exercício...

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

pessoas chatas ou donas da verdade - você conhece alguém assim

Há uns dias batia um papo virtual com a @moscanasopa, e do nada começamos a falar sobre casos semelhantes: pessoas que conhecemos e que SEMPRE tem que ser o foco de tudo. Você conhece alguém assim?

Não entrarei nos ditames daqueles que são simplesmente chatos, porque esta categoria de serumaninho existe. Tem gente que é simplesmente... chata. Para e pensa dois segundos: aposto que você se lembrará de alguém que tem vários troféus de chato espalhados pela estante da sala de casa.

E se você parar para pensar também, você conhece alguém nesta categoria de "chato" que citei ali no primeiro parágrafo. Já reparou que tem gente que SEMPRE tem que ser o foco de tudo, ou então aquela subdivisão em que ela SEMPRE tem que ter o pior caso, o pior exemplo, tudo acontece com ela ou ela está metida no meio? Parece até que há uma competição para ver quem tem o algo pior, o algo mais bombástico, etc...

Pois eu conheço várias pessoas assim. A @moscanasopa falou de uma pessoa que ela conhecia, e coincidentemente naquele dia eu tinha topado com aquela exu pessoa que sempre tem que opinar, se inserir, ganhar. Não está entendendo?

Não sei como surgiu o assunto, e ela falando que "quem tinha tal dor nas costas era assim e assado". Dai uma senhora que tinha exatamente aquilo que ela estava falando (acho que era hérnia de disco), inclusive tinha operado isso, o marido também tinha e também tinha operado disso e, pasmem, o filho dessa senhora também tinha a coisa e tinha operado disso resolveu simplesmente na educação dizer que não era assim na prática e, enfim, explicou como se dava a coisa.

Pois a pessoa-dona-da-razão começou a aumentar o tom de voz, abrir os olhos, parecia que estava incorporando uma entidade CRUZES. A senhorinha apenas disse "você já operou disto? Porque eu, meu marido e filho operamos". Pra que... A PDDR (usarei agora ao invés de sempre digitar pessoa-dona-da-razão) começou a BERRAR ESTREBUCHAR "POIS O MEU MÉDICO QUE É O MELHOR DISTO ME EXPLICOU ISTO E AQUILO E DISSE ISTO E AQUILO E É ASSIM E...".

A senhorinha apenas perguntou de novo, elegantérrima, chiquérrima, cara de rica lacradora (porque se fosse eu já estaria lutando para não esfregar a cara daquela prepotência de duas pernas no asfalto): "você operou disto?"

E a PDDR repetiu NÃO NÃO OPEREI MAS O MEU MÉDICO.....

Eu só respondi assim: "entidade, o que você está dizendo é o mesmo que dizer que "eu sei nadar porque fiz curso online via internet. No mínimo respeite a senhora e a estória de vida dela e da família que já passou por isto."" Claro que eu virei para a senhorinha e falei "vem comigo porque essa ai não vale a pena" E FALEI ALTO MESMO PRA PDDR OUVIR PORQUE EU NUNCA DISSE QUE PRESTAVA E AHHHH ME POUPE... asna prepotente!

Este foi apenas um exemplo. Perceba que tem gente que SEMPRE tem que ter razão, SEMPRE tem que estar certo, dar a última palavra, ser o foco da certeza e razão e correto do mundo. Conhece alguém assim? Aposto que sim!

Então, se você for uma destas pessoas, saiba que você é c-h-a-t-a (escrevo chata em respeito aos leitores menores de idade deste blog). Ninguém suporta pessoa assim. O que você acha do mundo é problema seu. NINGUÉM QUER SABER SUA OPINIÃO SOBRE COISA ALGUMA A NÃO SER QUE TE PERGUNTARAM!

E se você começar a querer ser PDDR comigo, já te digo os sinais de que APENAS PARE => 1- tentarei educadamente falar "miga, mas...", se não surtir efeito, tentarei 2- ser educada e falar "ok" mais para acabar com o assunto mesmo. E se você continuar falando, há uma grande chance de eu sair andando sem nem olhar para trás, ou começar a mexer nas cutículas, ou mentalmente cantar várias músicas enquanto reviro os olhos. Assim:


"Nossa, mas e se você estiver sendo a mala sem alça dona da razão?" Neste caso, pode me avisar. É só começar a mexer os braços tipo bonecão de postos enquanto grita PDDR PDDR PDDR... Juro que entenderei a dica. 

E se eu estiver mala demais da conta, saia de perto. Ás vezes estou pagando na mesma moeda com aquele com quem converso. Porque como diria a @boaflipper, "eu pareço legal, mas eu canto em prova de resistência".

Meu jeitinho...

quarta-feira, 29 de junho de 2016

PELO FIM DO REPLY ALL



Todo mundo fala dos grupos do Whatsapp onde a tia que aprendeu a digitar manda mensagem de bom dia às 05:30am porque este é o horário em que ela levanta para varrer a calçada, ou então daquela mensagem fora de hora dizendo que "hoje no walmart o feijão tá em promoção", não é mesmo? Mas vamos falar de algo TÃO IMPORTANTE QUANTO, mas renegado a um posto lá no fim da fila por falta de comentários. Já que ninguém comenta, eu comento. VAMOS FALAR SOBRE O REPLY ALL!

Gente, não sei vocês, mas vira e mexe recebo e-mail profissional falando de um assunto aleatório. Alguns são convocações para reuniões, etc, mas mais de 50% é meio aleatório. (Visualize a cena de você abrindo seu email e tem lá como remetente alguém MITQL => Muito Importante Tem Que Ler. Voltando).

E ai que SEMPRE tem aqueles ~ colegas de trabalho ~ SUSPIROS ~ que respondem OK, ou OBRIGADA PELO EMAIL, ou pior, eles COMENTAM... usando o reply all.

FILHO, EU NÃO QUERO SABER SE VOCÊ LEU O EMAIL! EU TAMPOUCO QUERO SABER SE VOCÊ VAI À REUNIÃO, OU SE VOCÊ ESTÁ A PAR DA IMPORTÂNCIA DA VACINA DA GRIPE OU PIOR O QUE VOCÊ ACHA DISTO! CALE-SEEE! SSSHHHIIIUUUU! SILÊNCIOOOO!

Já pensei em enviar email para os MITQL pedindo para eles colocarem NO INÍCIO DO EMAIL (vejam bem, NO INÍCIO, não no final que até lá tem gente - eu - que não lê) a seguinte frase "favor não dar reply all ou seu salário será descontado", ou então "você terá que fazer 20 polichinelos ao dar reply all neste email", mas confesso que já pensei também em responder para cada um que dá reply all falando FIO/FIA, RESPONDA SÓ PARA O REMETENTE E NÃO PARA TODOS NÃO SABE A DIFERENCA A TIA VAI AI E TE ENSINA OLHA QUE LEGAL É DIFERENTE PERCEBE, mas temi arranjar mais inimigos e  não estou podendo com isto nesta altura da vida. Em momentos de loucura penso em eu mesma dar um reply all (um beijo para a coerência neste exato momento) escrevendo => PESSOAS NAO DEEM REPLY ALL RESPONDAM SÓ PRO CHEFE GRATA FLW VLW colocando um emoji fofo ao final do email para tentar amenizar a ira que seria a mim direcionada.

Tô ficando velha, e cada vez mais cricri. Sorry aos que convivem com minha pessoa. Mas será que só eu acho isto? Que as pessoas perdem oportunidades únicas na vida de usarem o simples e bom e velho reply, ali taduco, deixado de lado?

Beijos gente, e que hoje vocês não recebam nenhum reply all inútil!

quinta-feira, 9 de junho de 2016

desculpas

a pessoa faz uma m34rda descomunal e diz quase que automaticamente => desculpas.

a pessoa diz que "não sabia que minhas brincadeirinhas tinham te machucado/ofendido tanto", seguido do que? do que? isso mesmo => desculpas.

a pessoa tenta sempre justificar dizendo "eu tenho gênio difícil", ou então minha preferida "eu tenho personalidade forte" (HAHAHA ESTA 'E A MINHA PREFERIDA HAHAHAAHAH) e em seguida... desculpas.

gente, 'e assim: tudo o que você fala e faz impacta o outro (frase sensacional do dia releia para absorve-la melhor). E olha que coisa incrível: o que fazem e falam impactam em você também. E o que isto significa? Significa que muitas vezes você faz brincadeirinhas que PARA VOCE são inofensivas, mas que podem desrespeitar o outro. Você diz palavras que para VOCE são normais e ok, mas que podem sim ter um impacto negativo no outro.

"ah, mas estes tempos de politicamente corretos estão muito chato e difíceis". Ai vai do gosto de cada um. Para os que chamam estes períodos de CENSURA (palavra que sempre causa muito impacto), ue, fale o que você quiser então, so esteja preparado para as consequências - e possíveis processos que virão junto com elas...

voce eh sim livre para achar o que quiser, e pode ate verbalizar os seus achismos. SO SAIBA QUE VOCE TERA CONSEQUENCIAS DOS SEUS ATOS, so isto. E ficar pedindo desculpas a cada cagada feita pode demonstrar varias coisas, mas para mim apenas denota que você prefere ficar repetindo as bobagens que faz ao invés de parar de faze-las.

ja evoluímos muito nesta de não poder fazer "brincadeirinhas inofensivas" que magoam os outros (MINHA opinião). não da para achar legal eu me divertir através da tristeza ou desrespeito alheio. isto não eh, no mínimo, sensato. achar engraçado o infortúnio alheio? ou o diferente de mim? ofender o outro e pedir desculpas? sempre?

o ser humano aparentemente busca muito sua liberdade, mas na maior parte das vezes demonstra não saber lidar com ela. Ja reparou?

frase do filme O DOADOR DE MEMORIAS, que vale MUITO a pena ver

Fica a reflexão sobre o nosso comportamento do dia a dia: você fala/faz coisas que podem deixar o outro infeliz? você gostaria que fizessem brincadeirinhas que te deixassem triste, constrangido? você eh do estilo que perde o amigo mas não perde a piada? que bom, espero que você seja também do estilo que tem dinheiro para pagar advogado, porque phodao não eh o que fala e dispara tudo a torto e a direito pedindo desculpas automáticas, mas sim aquele que ouve um monte de non-sense ou coisas que o entristecem e consegue manter a calma e serenidade, entre outros.

Ou como ouvi uma vez um pai falando sobre as incessantes brigas entre seus filhos, sendo que o mais arteiro sempre acabava pedindo desculpas. O outro filho apenas disse: não eh porque ele pediu desculpas que doi menos...

fica a reflexão, e meus dedos congelaram...

PS - ja escrevi em outros posts que para mim pessoas que batem no peito bradando aos quatro ventos EU TENHO PERSONALIDADE FORTE são desequilibradas, e quem realmente tem personalidade forte são os que são obrigados a tolerar estas pessoas e o conseguem sem esfregar a cara delas no asfalto #meiga

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O que Picasso acharia disto?

la do http://deposito-de-tirinhas.tumblr.com/post/30054294823/por-andr%C3%A9-dahmer-httpwwwmalvadoscombr

E eu fui na exposição de Picasso no Instituto Tomie Ohtake. E aprendi algumas cositas más além do esperado. O que será que Picasso acharia das seguintes situações?

Por exemplo: como esperar que a gente evolua, quando pais querem furar fila passando pela fila prioritária com seus filhos de 10 anos de idade, quando o limite é 2 anos? E eles dizem alto, sem vergonha de... ter vergonha (?), "mas ela é criança", sem se importar com o limite etário definido?

Ou então como almejar a evolução se uma atriz da Globo chiquérrima mas não reconhecida enquanto aguardava sua vez na fila de repente sai e entra na frente de todo mundo através da fila prioritária?


Que tal então lá dentro, na exposição, pessoas preocupadíssimas em TIRAR SELFIES COM AS OBRAS ao invés de observá-las, analisá-las, absorvê-las? Eu vi várias, mas assim, mais de 20 pessoas na fila aguardando para tirar a melhor foto da obra, e só! Tirava e já ia para a próxima fila para a próxima foto... E se alguém quisesse ver a obra sem tirar fotos, mas ficasse no caminho da luz que desse o melhor filtro para algum click, este ser era fuzilado com olhares de ódio e afins, e graças a Deus não leio pensamentos porque certeza que a fotógrafa lá pensava em coisas horrorosas COMO ASSIM VOCÊ ATRAPALHA MEU ENQUADRAMENTO?

Sair de uma exposição única com um conhecimento além do esperado é só vitoria. Ou não. Porque quando paro e me relembro destas pérolas, quase chego a sofrer mais do que quando abri a carteira para pagar o valor de 38 dinheiros pelo estacionamento. E só consigo pensar em loop infinito "será que temos conserto?"

Medo, muito medo da resposta...

(Fica a dica para quem estiver passando por São Paulo. Às terças-feiras, a entrada é gratuita, nos outros dias paga-se 12 dinheiros pela entrada valor integral. O que mata é o estacionamento, até agora choro ao me lembrar. Ir em feriados ou finais de semana é pedir para ver este e alguns outros shows de horror que devem ocorrer por lá. Apesar de tudo, vale MUITO a pena. Para tentar, ao menos um pouco, sentir e respirar algo histórico além do que se vê e lê em livros. Mas juro que ainda penso nos filhos cujos pais tentavam furar a fila de entrada. Eles aprenderão que "dar jeitinho" é ok, que de 2 para 10 anos olha só quase não muda nada... Tem jeito isto aqui, gente?)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

sobre ser trouxa ou a reforma do ap de cima

vamos aos fatos: apartamento de cima reformando, um dia acordo com barulho de chuva na área de serviço e uma cachoeira caia pelo teto, mais precisamente saia pelo bocal da lâmpada.

aprendam uma coisa: se o zelador do seu prédio te deixa recado dizendo que "quer falar com você", saiba de antemão que AI VEM M45RDA. lembre-se também que se o vizinho de cima estiver em reforma e vier no combo reforma acima + zelador quer falar com você, apenas FUJA! FUJA SEM NEM PESTANEJAR! porque a m45rda será gigantesca.

pois bem, a reforma de cima precisa trocar um cano. e o cano de cima (de esgoto, veja bem), encontra-se ligado a um cano que passa pela parede lateral do meu quarto. ue, tudo bem, 'e para me avisar para não abrir a torneira, dar descarga? não, 'e para te avisar que a junção do cano de cima com o cano do seu apartamento se da NO MEIO DA PAREDE. parede esta a do SEU QUARTO, no caso. mas não se preocupe 'e coisa rapida RISOS RISOS RISOS RISOS RISOS e você não tera que gastar nada (atente: nem todos os problemas da vida são relacionados a dinheiro).

então olha que legal: alem de pedaços do teto as vezes cairem (esta semana acordei com um pedaço do gesso do teto do banheiro na chon), de jorrar agua pelo teto da minha área de serviço, de ter po em todos os locais que vocês imaginarem, de ter um constante bate-estaca horroroso, fui brindada com a delicinha de noticia de que 'e preciso trocar um cano, e que este cano encontra-se dentro da parede do meu quarto.

nao mais torturarei voces, mas apenas disse: ja fale com o vizinho de baixo para trocar a parte do cano que vai da minha parede ate a dele, porque daqui a pouco dar'a problema de novo e eu terei que ter a parede do quarto de novo quebrada sem ter nada a ver com isto.

(fato importante para este texto: o vizinho debaixo 'e um exu. ele 'e odiado por TODOS do prédio. e advogado de uma rede de televisão, olha so)

bom, apenas pedi para falarem com o impiastro debaixo. o zelador me xingou mentalmente (pode xingar que aqui tudo volta em dobro para o remetente) mas VOILA, não 'e que eu não estava tao errada e realmente seria melhor trocar todos os canos at'e o 14 andar porque de l'a para baixo todos ja foram trocados? (e não e pergunte porque trocaram os canos de esgoto apenas ate o 14 andar não quero me irritar mais)

então veio o pedreiro.

saiu quebrando todas as paredes ate o 14 andar começando pela minha. e trocou os canos, começando pelo meu. na hora de começar a fechar a parede...

amores, todo este texto 'e para dizer o seguinte: eu sou trouxa. DECLARADA! so tenho tamanho e largura, mas exalo por todos os meus poros o alerta sonoro TROUXA DETECTED.

lembra que te disse que o vizinho debaixo era um exu? pois 'e, ele esperneou, gritou, ameaçou. disse que assim não dava, que isso, que aquilo, não sei direito porque ele não falou comigo diretamente apenas o pedreiro me disse. então teve que começar a fechar primeiro pelo apartamento dele. e, para facilitar o serviço, de la ele desceria e o meu apartamento ficaria por ultimo.

o primeiro a quebrar foi o meu. que aparentemente também será o ultimo a ser fechado.

então fica o aprendizado: não sejam trouxas. 'e preferível ser um exu odiado por todos em vários momentos da vida. porque o bonitão do andar debaixo ja esta arrumando seu quarto sem dor de cabeça, enquanto eu to com um cano exposto na parede do meu quarto.

ser legal e educada pode levar a abusos alheios. sabe a estoria de você dar a mao e pegarem o braço? 'e bem por ai... e como ja escrevi em posts antigos, as vezes a gente não falar NAO por habito ou educação ou crença ou o que for leva a folguismos... e ate `a morte (veja o filme Everest que você me entendera, ou procure o post antigo em que falei do filme e me manda o link que eu embedo ele aqui).

era so isto mesmo... me abraça gente ___o___


e chore comigo, olhando esta imagem acima e pensando que você não tinha (e não tem) nada a ver com a est'oria...

quinta-feira, 10 de março de 2016

percepções reais ou adaptadas?



Um dos receios que tenho nesta vida é não enxergar a realidade como ela é. Diria até que tenho mais preocupação com essa "cegueira seletiva" do que lidar com a realidade escancarada na minha fuça.

Por que eu digo isto? Porque acredito que, até por uma questão de sobrevivência, vá lá, tendemos (tendo) a não aceitar a realidade da forma como ela é, pura e simplesmente assim. Criamos (crio) na cabeça explicações e subterfúgios para justificar as ocorrências que não são muito do meu agrado. Sabe quando a gente pede muito um sinal aos deuses e quando recebe o sinal fica interpretando o óbvio? E, se o sinal não é o que a gente realmente quer, a gente fica tecendo teorias apocalípticas para tentar encaixar o real no que queremos?

Sabe quando recebemos NÃOS atrás de NÃOS e acreditamos que este não significa na verdade um "talvez" ou um "você está quase lá" ou um "da próxima você consegue"?

Eu tenho pavor disto. Pavor de me boicotar tentando arrastar coisas que já morreram já tempo, na esperança de que um dia isto mude e fique como eu gostaria que fosse. Pavor de não conseguir ler os sinais que eu peço tanto aos deuses. Pavor de conseguir entender os sinais mas tentar (inconscientemente?) rearranjá-los da forma que eu gostaria que fosse.

Porque saber pedir é fácil. Aceitar o sinal recebido é outra coisa. E ai eu penso: por que fazemos isto? Por que é tão difícil enxergar a realidade como ela se mostra? E, num segundo momento, por que é tão difícil aceitar as coisas como ela são?

Que eu tenha capacidade de enxergar as coisas como elas realmente são. Que eu ACEITE as coisas como elas realmente acontecem. E que eu tenha CORAGEM para seguir em frente, quando o meu lugar já não for mais onde ele, até então, era...

quarta-feira, 2 de março de 2016

otimistas irreais



Vamos falar sobre "coisas que me irritam"? V-A-M-O-S! (Na verdade, seria mais coisas que me deixam estupefatas, mas tá valendo...)

Que existem pessoas que são Pollyannas otimistas, todos sabemos. Agora, existe otimismo e viver-em-outra-dimensão. "Como assim, titia?" Assim => tem gente que está mais do que para lá do fundo do poço e ainda acha que está tudo lindo, tudo bem, tudo maravilhoso. Sinceramente, você acha isto normal?

Comentei com a pessoa em questão que ele ser otimista era algo admirável, mas que ele ser aquilo que ele era - ultra-mega-blaster-very-very otimista -, às vezes, poderia ser desrespeitoso.

Por exemplo? Ele acha que está tudo bem na casa dele, mesmo TODOS ali estando desempregados. Ele SEMPRE comenta positivamente sobre DESASTRES! DESASTRES! Não escreverei o que ele falou sobre a tragédia de Paris e Mariana porque meu estômago não resiste a outra vez ouvir/ler aquilo...

Se você é destes que não vivem no mundo REAL, saiba que isto é louvável. Mas só pare e pense se você não está se escondendo atrás de um mundo criado em sua cabeça. Se for assim, tudo bem, sem problemas. Mas não enxergar as coisas como elas de fato são é, por vezes, quase falta de educação com quem tem que abrir a porta de casa para matar o leão diário. Não enxergar/aceitar a realidade como ela é pode ser uma linda válvula de escape, só não se assuste se você for olhado com ódio por aqueles que NÃO, NÃO ESTÃO NESTE MUNDO LINDO PERFEITO MARAVILHOSO em que você vive.

Porque muitas vezes, amores, temos que sair do nosso casulinho da sobrevivência e encarar sim as coisas como elas existem de fato. Se for pesado demais para nossos ombrinhos, que saiamos e retornemos em um pulo, mas temos que enxergar as coisas como elas são. Ou jamais conseguiremos mudar tudo o que está errado se eternamente insistirmos em enxergar tudo por um prisma cor de rosa. 

Não enxergar, muitas vezes, é uma escolha e questão de sobrevivência, e optar entre a pílula azul e vermelha é sempre uma decisão pessoal (entendedores entenderão a referência). Só saiba que a realidade, aliada à Vida, a fanfarrona, adora jogar na nossa cara que ela existe. E quando você menos esperar ela te puxa para ela. E ai, talvez, seja tarde demais para aguentar a vida como ela realmente é...

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

calando a boca dozinimigos

Olha, se tem uma coisa que eu jamais entendi é aquelas pessoas que, quando conseguem algo que queriam, bradam exaltados com as veias gritando "dedico aos meus inimigos", ou então "este vai para todos aqueles que duvidaram de mim", com o dedo em riste na boca dando um SHHHH em caps lock pra humanidade...




Não sei se é porque eu não sou uma pessoa competitiva, mas só de pensar em conseguir algo e agradecer aos meus "inimigos/seca pimenteira" já sou atacada por um sono súbito de preguiça.

Gente, nem lembro dos que torcem contra. Cago e ando para eles lindamente. Tem gente torcendo contra? Que pena! Tem torcendo a favor! Que bom. Agora, falar que eu vou dedicar minha vitória uhuuuu aos voodoozistas de plantão, me poupe.

No fundo, acho esquisito interessante estas pessoas que se movem para provar o outro errado. Sabe aquele instagram que diz "quer ver eu fazer algo? Diga duvido". Quer dizer que meu parâmetro para continuar é mostrar que o outro está errado? Então eu sigo adelante siempre por causa do outro? Vocês não acham isto meio perigoso?

Eu acho! E sabe o porquê? Porque nesta de provar o outro errado, ou me motivar porque o outro disse que eu não conseguia, posso me cegar a tal ponto que uma hora você até se esquece do real motivo de querer o que você buscava. Aliás, você perde até a oportunidade de rever as suas prioridades e quereres na vida: as vezes você nem quer mais aquilo mas continua lá, ajoelhado no milho, só para mostrar para o outro que você conseguiu quando o outro disse que você não conseguiria.

Medir nosso sucesso pelo CALABOCA dado no outro que duvidou da gente é algo escorregadio. Quer provar algo? Prove a você! Faça ou desfaça porque V-O-C-Ê quer, e não porque o outro duvidou da sua capacidade. Sério que só por que outros acham que você não consegue você tira forças do além para prosseguir? Você se move então por causa do outro? Você não prossegue por você mesmo? E outra: e se você não consegue? O outro ganhou e você é um loser fracassado? Será que isto ai não está meio enviesado não?

Eu sigo ou não porque EU quero. Os que duvidam de mim, honestamente, nem lembro que existem. Os que torcem a favor ou mantenho próximo, mas confesso que mais para tomar uma cervejinha junto do que para me alimentar da torcida externa. Agradeço aos apoios recebidos mas não me movo por eles, senão gero mais uma cobrança além da que já me imponho. Quem torce por mim me quer bem, ponto final. Quem torce contra, posso mandar deitar na BR ou é muito velho este meme?

Sigamos adelante então. Sempre agradecendo - mesmo não sendo o suficiente. Dando à opinião alheia o devido peso: pouco. Para não dizer... nenhum.


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

confraternizações de final de ano


(baseada em fatos reais)

Então sao tres salas, cada uma com 10 pessoas mais ou menos. Antes so tinha uma que cresceu devido `a demanda pelo trabalho, criou-se a segunda sala e voila, hoje são três salas.

Que nao necessariamente se bicam. Ou sequer se olham a cara ao se cruzarem no corredor.

So que chega o final do ano, TEMOS que celebrar, TEMOS que confraternizar, TEMOS que perdoar... (note o TEMOS com letras maiúsculas, enfatizando algo que, enfim, existe no mundo de varias pessoas que tomam isto ao pe da letra).

Invadida pelo espirito natalino, a chefe original da sala 1 resolve que TEMOS que deixar as desavenças de lado, TEMOS que ser mais evoluidos, TEMOS que nos reunir no dia 18 agora na lanchonete da esquina vai quem quer mas TODOS deveriam ir para "dar o exemplo" (confesso que não entendi esta parte de dar o exemplo, mas enfim...).

O que eu acho disto?

Uma palhaçada, como se o Brasil e o mundo, atualmente, precisassem de mais enrosco...

Porque, olha que estranho, EU NAO PENSO ASSIM! Eu penso que eu NAO TENHO QUE confraternizar ou fazer algo que "todos fazem" se isto não me faz bem! Eu não gosto da fulana da outra sala? POR QUE RAIOS EU TENHO QUE CONVIVER COM ELA? CONFRATERNIZAR?


EU NAO TENHO!

So que, o que me deixa mais O_O ainda, 'e que tem gente que ME ACHA BIZARRA por eu não querer conviver junto a pessoas que eu não gosto e não me fazem bem.

"ah, mas a evolução se da quando todos somos fraternos e irmãos e nos damos as maos e entoamos mantras descalços". ONDE QUE ESTA A PARTE QUE EU PERDI QUE EU DISSE QUE 1- ERA EVOLUIDA OU 2- BUSCAVA A EVOLUÇÃO?

eu sou uma PEDRA em termos de evolução! ASSUMO! e pedra continuarei se depender que eu TENHA que conviver com gente que eu não gosto, sendo que tenho a opção de não ir!

Porque voces ja repararam que tem gente que tem que resolver do jeito dela E SE NAO FOR DO JEITO DELA ESTA ERRADO? (desculpe, mas acho que esta pessoa 'e meio pedra evolutiva também mas ne, quem sou eu para achar algo?)

Então assim: ja avisei que não vou! Na lata! E se acharem X Y Z de mim por não querer conviver com quem não quero, achem e achem com forca.

Porque na minha cartilha, amores, esta escrito que sim, devo perdoar quem me fez mal ate para não continuar remoendo isto dentro de mim. Mas não diz que eu deva ser obrigada a me relacionar com esta pessoa... ou você acha que o agredido TEM QUE conviver com o agressor? (ok, exagerei no exemplo, admito, mas 'e para dar uma profundidade `a minha teoria).

Me poupe...

E caso voce nao tenha entendido, releia a parte onde eu digo que NAO SOU EVOLUIDA! Admito! E assim prossigo!

Sem ir `a confraternização mais falsa que ja vi na vida...

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

dramática por nada...



Uma senhora de 51 anos sentiu enjoo quando voltava de um voo longo. Estranho isso, nunca sentiu nada parecido antes... Alguns dias depois, estava parada no transito e o enjoo voltou. Hum, vamos procurar o gastro e ver o que 'e isto, deve ser stress...

O medico recebeu metade dos exames e ela saiu do consultório direto para a mesa de cirurgia. Ela teve que retirar o estômago todo, parte do intestino delgado e do grosso. Ja começou quimioterapia, o tumor se espalhou pelos ossos e todo o sistema linfático. Período total entre o enjoo no voo e hoje? menos de 60 dias...

Seu sonho? Poder sair do quarto e ir para casa. Resposta do medico a este sonho: se vc se adaptar a alimentação nova (lembre-se que ela NAO TEM MAIS ESTÔMAGO ALGUM!), pastosa, por tubos, e se fortalecer, pode ser que você va para casa... Uma coisa por vez...

A moca se casou ha um ano. Vinte e cinco anos, casinha comprada com muito suor, festa paga pelos noivos, simples mas impecável! Eu mesma fui na loja comprar o presente de casamento!

Tres meses apos o casorio, ela engravidou. Vinicius nasceria dali 9 meses, felicidade era o nome de todos, ja que seria o primeiro filho, primeiro neto, primeiro tudo!

Vinicius nasceu 9 meses depois. Sobreviveu por 24 horas. Durante os exames não foi diagnosticado, NUNCA, qualquer tipo de problema.

Quem foi no velorio disse que nunca sentiu tanta tristeza, e que nunca ouviu um silencio tao ensurdecedor...

Anna se casou com seu namorado de colégio. Tudo lindo, maravilhoso, ate que um dia fez coco e percebeu que o vaso ficou manchado de sangue. Sem ter tido um único sintoma de dor, descobriu um tumor que havia corroído todo o seu intestino. Lutou com todas as suas forcas, e descansou não sem antes pedir que amigos, sempre que pensassem nela, doassem dinheiro a instituicoes que pesquisam a cura do câncer. Flores não eram necessárias, investimento em pesquisa para ajudar o próximo, eram.

(pausa para respirar)

Os tres casos sao reais, pouco modificados, e próximos a mim!

Compartilho porque acho que tem mais gente ai como eu, que as vezes se esquece de ser feliz...

Então eu te pergunto: você que esta cansado, desmotivado, infeliz sem motivo aparente, ai que bosta, ai que merda, etc... não acha que talvez o seu ponto de vista esteja um pouco embaçado?

O meu esta em varios momentos. E que eu sempre releia este post para aprender a dar as coisas a devida importância...

Forca aos que lutam. Meus sentimentos absolutamente doloridos aos que desencarnaram. E que eu deixe de ser RIDICULA quando sou dramática por... nada.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

trancada no banco do passageiro

Peguei um táxi estes dias e isto só aumentou minha crença que as-pessoas-estão-loucas.

Eu estava com uma mochila vazia! VAZIA! O motorista pediu e insistiu que eu colocasse no bagageiro a bolsa porque o banco era de couro e poderia riscar.

Ok, fiz cara de O_O mas coloquei. Quando o moço que trabalha em Congonhas foi pegar a bolsa para por lá atrás, acho que o zíper bateu na lataria do carro, não sei direito! O motorista ME fuzilou com olhar de ódio e deu um ganido, como se tivesse topado com o dedinho do pé em uma quina, sabe?

Continuei com minha cara de O_O e seguimos caminho. Ao chegar ao destino, o motorista ME DEIXOU TRANCADA NO TÁXI, desceu, ficou olhando para a lataria do carro e só então ele abriu a porta para eu sair!

ELE ME DEIXOU TRANCADA NO TÁXI PARA IR VERIFICAR A LATARIA DO CARRO! ELE FOI PEGAR MINHA MOCHILA VAZIA ENQUANTO ME DEIXAVA TRANCADA LÁ!

Ah sim, esqueci de dizer que, quando chegamos ao destino, ele disse que iria me deixar do outro lado da rua, do lado direito, porque "o passageiro sobe e desce pelo lado direito". Eu insisti que morava do outro lado da rua, mas ele fingiu que nem ouviu e disse o discurso "o passageiro sobe e desce pelo lado direito".

Ok.

Todo o direito do mundo do cara cuidar do seu patrimônio. Ainda mais se era novo (não sei se era, mas enfim, tô tentando defender o cara), se ele é daqueles que passam fome mas tem um carro chique, vai saber. Só que NINGUÉM tem o direito de deixar uma pessoa fechada no banco de trás, sem dar satisfação, enquanto vai verificar se sua lataria não foi avariada. Se o carro não foi riscado. Enfim...

Porque, para mim, parece absolutamente incoerente tudo! Porque as pessoas estão perdendo a noção de limites. Porque se eu quiser ter um carro lindo e maravilhoso e trabalhar como taxista em uma cidade como São Paulo eu sofrerei deveras e quase sempre! Quero tentar? Seja feliz e boa sorte, mas não tranque as pessoas no banco de trás enquanto você verifica se seu carro foi riscado (por algo que, convenhamos, você indiretamente é responsável!).

Só queria desabafar. E, me diz: as pessoas não estão cada vez mais loucas?

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

atravessando pontes ou o sonho



(pro pessoal do piti se tem spoiler, ja aviso => pare de ler agora porque este post 'e um spoiler sem fim)

(aproveitando para dizer que não sei usar este teclado, então se aparecerem coisas sem acento eu juro que não 'e culpa minha...)

Assisti o filme A Travessia. Na verdade, queria ver o Perdidos em Marte, mas estava lotado. Tentei O Clube, mas também lotado. Sobrou A Travessia, que achei estranho ter ingresso j'a que outros estavam lotados e era o dia de estreia do bonitão, mas enfim...

O filme 'e baseado em uma estória real, de um moco, o Philippe Petit, que la pelos idos de 1974, antes do final da construção das torres gêmeas do WTC, junto a um grupo de "cúmplices" coloca um cabo de aço la no topo para o atravessa-lo. Corajoso? Doido? Vai do gosto.

Nao quero falar do filme, ate porque 'e uma estória que j'a sabemos o final (o povo do spoiler pira). Quero falar de algo que o filme todo permeia => o Philippe, do nada, teve um insight. Quando ele viu a foto das torres gêmeas em fase final de construção, ele viu ali "o sonho". Ele sabia e repetia aos quatro ventos que atravessar um cabo entre as torres era o sonho dele, o motivo dele viver!

E eu, tanto na hora em que vi a cena quanto agora, me pego pensando: eu não tenho isso. Eu nunca tive isso. De pegar algo e sonhar e dizer ESTE 'E O MEU SONHO e viver minha vida e basear minha vida em direção `a concretização dele. E perguntei para o meu amigo que viu o filme comigo e ele disse que também não tinha isso, e nunca teve.

O certo 'e isso? Ter o sonho? E quem não tem ou não encontra o seu? Eu não vi o filme, e j'a darei outro spoiler, mas parece que no filme Everest, tem um momento em que um repórter pergunta pro povo l'a congelando esperando a oportunidade - que não dependia deles, veja bem - de tentar subir ao cume da montanha: "por que vocês fazem isso?"

Aparentemente nenhum tem a resposta certa, na ponta da lingua. So o Philippe tinha/teve isso.

Voce ja  teve isso? De olhar para algo e falar "voila, 'e isso!" Você tem/teve "o sonho"?

E se voce tem o sonho e o realiza? arruma outro? e quem não tem, faz como? segue pelo rumo?

(coincidentemente, acabo de ver a chamada de um filme na tv. O moco diz para a moca: você ja descobriu o que quer da vida, agora pode passar o resto dela tentando encontra-lo. eh assim então que a banda toca? e quem não acha o seu sonho, faz como? vai pelo rumo?)


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

ouvindo conversas alheias


Conheço pessoas que sentam para almoçar ou em qualquer outro lugar e ficam igual antena parabólica tentando acompanhar as conversas alheias. Se bobear, ao final da refeição, saem disfarçados atrás para ver/ouvir o final da estória. Você é desses?

Eu não. Na era pré-histórica (leia-se: antes da internet em celulares) eu levava livros na bolsa e lia feliz! Já tinha sistemática e tudo de onde por o livro, o suco e a comida. Agora, sento e vejo bobagens no meu celularzinho amado, e não fico ouvindo estórias dos outros.

Mas tem gente que se supera. Ontem, quando eu pagava a conta do almoço, uma moça chegou perto de mim e disse: "moça, eu ouvi você falando no celular de um produto que você passa no cabelo para fazer crescer mais. Qual é o produto e onde você compra?"

O_O

O_O

O_O

Achei aquilo MUITO invasivo. Respondi porque sou educada e, a partir de agora, terei que ficar TEMÇA no meu almoço entre outros por me lembrar que tem gente que pode estar ouvindo ipsis literis o que estou conversando.

Não que eu fale minhas senhas e afins, até porque me recuso a usar momentos de lazer para falar de coisa chata/pesada, mas sei lá. É a tal coisa: isso diz mais a respeito de quem ouve do que de quem "é ouvido".

Não acho certo nem errado, só acho muito esquisito isto. A ponto da pessoa opinar? Oi? Aliás, eu tenho opinião formada, mas não estou conseguindo verbalizar agora...

Então, fica uma dica de quem não tem este hábito: se você fica ouvindo atrás da porta (porta invisível, mas vai dizer que não é isso mesmo?), tente ao menos não ser abelhudo e se intrometer. SE for algo sério ou você tiver a resposta para a pergunta da pessoa, ou ela perdeu o emprego e você vai contratá-la, vá lá. Apenas saiba que você pode assustar pessoas que não tem tanto interesse assim na vida alheia. E veja se isto não demonstra uma ansiedade além do saudável em você...

Boa sexta, bom final de semana e bom feriado! Que só de ler este combo me traz felicidade imensa... 

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

pessoas (cada vez mais) loucas - casos reais

As pessoas estão ficando cada vez mais loucas?

Esta aconteceu comigo. Fui ao supermercado, estava na fila para pagar. Eu seria a próxima a ser atendida. O caixa preferencial estava vago, a funcionária me chamou. Eu perguntei: "não é melhor esperar? Vai que aparece alguém..." (perceba que eu já sentia que algo ocorreria). Ela: "não, você tem poucos itens, pode passar aqui".

Óbvio que foi só chegar ao caixa que apareceu uma senhorinha com cara de fofinha mas que era a treva. Eu tinha exatos 12 itens, mas foi a moça passar o primeiro a senhora trevosa disse "este mundo está mesmo perdido e não tem conserto. As pessoas não respeitam caixas preferenciais". Eu olhei para a caixa e ela meio que acelerou o processo.

A senhorinha trevosa continuou falando, enquanto aumentava a voz: "é impressionante. As pessoas não respeitam os idosos..." A caixa disse: "dona fulana (esqueci o nome dela), eu a chamei aqui porque estava vazio e ela já está terminando". A véia parecia não ouvir ou não ouvia mesmo, opinando sobre a falência do mundo, etc., e eu lá fazendo o que podia para ir embora logo.

Até que a véia AGARROU O MEU BRAÇO e disse: "VOCÊ NÃO PERCEBEU EU ESTOU FALANDO COM VOCÊ?" Apenas olhei para ela e disse: "dona fulana, mal-educada é a senhora que não sabe o que ocorreu e está sendo indelicada sem necessidade" (a vontade era mandar ela VTNC, mas meus pais me deram educação).

Bom, paguei, sai de lá, só que estava caindo A chuva lá fora (obrigada deuses). Fiquei num cantinho esperando arrefecer um pouco. De repente, alguém chega ao meu lado e começa a puxar papo aleatório do nada assim totalmente do nada.

Sabe quem era?

(só eu acho anormal isto?)

Esta outra estória é verídica-adaptada, e ocorreu com minha amiga. Ela embarcaria num voo de 12 ou mais horas. Enquanto esperava o embarque, uma senhora ouvia música (de má qualidade, sempre esta coincidência se faz presente nestes momentos) em volume ALTO e sem fone. T-O-D-O-S olhavam, tentavam mentalmente fazer a tia lá se tocar que A MÚSICA ESTAVA ALTA, mas infelizmente neste dia a telepatia estava fraca.

Minha amiga então falou gentilmente e delicadamente que a música estava alta e perguntou se a senhora não poderia ou diminuir o volume ou por um fone de ouvido. Coitada, pra que...

A TIA LÁ FICOU LOUCA E COMEÇA A GRITAR "VOCÊ É DONA DO AEROPORTO?" E falava "GENTE, O AEROPORTO TEM DONO AGORA HAHAHAHAHA" (note que nestas horas as pessoas dão risadas de bruxa medonhas), etc.

(não comentarei o fato de que NINGUÉM sequer tentou auxiliar minha amiga falando que sim, estava alto e SE TOCA, PESSOA! nestas horas, cada um olhou para o seu celular, para o teto, para a grama crescendo, mas enfim...)

A tia perguntou então "VOCÊ ACHA QUE A MÚSICA ESTÁ ALTA?" "Acho". ATENÇÃO PARA A RESPOSTA => "E O KIKO?"

"E-O-K-I-K-O?"

(MEU, O KIKO É QUE VOCÊ SUA MULA ANTA É QUE TÁ TOCANDO ESTA MÚSICA HORROROSA SEM SE IMPORTAR COM OS OUTROS EM UM LUGAR PÚBLICO).

Bom, o post já está grande. Apenas mais um pequeno detalhe.

Adivinha em qual poltrona a tia-louca-da-música-ruim se sentou?

BEIJOS AMIGA, BOA VIAGEM! HAHAHAHAHAAH

(sério, as pessoas não estão ficando mais e mais loucas?)

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Snaps Motorizados


"Frequentemente é necessário mais coragem para ousar fazer certo do que temer fazer errado" (Abrahan Lincoln)

Como se não tivéssemos redes sociais suficientes para perdermos gastarmos nosso tempo, eu, por ossos do ofício, tive que me cadastrar em mais uma. O tal do Snapchat (sim, sei que é notícia velha, mas a tia é velha então estou sendo super coerente me deixa).

Este Snap, para quem não sabe, funciona assim: eu posto vídeos de 10 segundos em tempo real (se Nossa Senhora da Conexão Lenta deixar), e vou gravando e postando porque né, quem consegue concluir um raciocínio inteiro em 10 segundos?

Então comecei a seguir um povo lá, para ver o que eles postam. Se eu quiser interagir com esta pessoa, tenho que gravar um vídeo também (posso mandar uma foto ou print, algo estático) dos mesmos 10 segundos. O que eu já postei? Exato, zero! Mas isto sou eu e bom, sou estranha.

O que eu percebi: várias pessoas gravam seus vídeos enquanto dirigem. Postar é outra coisa, pois depende-se da conexão, mas a gravação é clara: foi feita enquanto a pessoa dirigia.

E isso me incomoda.

E sim, sou chata e velha e ~recalcada (a palavra que cabe para tudo quando o vocabulário do locutor é escasso)~ etc. etc. etc.

E além disso tudo aí, eu acho isto o-fim-da-picada.

Porque a cada 10 segundos a pessoa precisa apertar o botão de salvar o vídeo, e mesmo que a pessoa só aperte e grave olhando para a rua enquanto dirige, bom, a pessoa está dirigindo. E ela dirigir afeta outros que não tem nada a ver com a história, eu inclusa.

Uma menina que eu sigo decidiu não mais gravar e/ou postar enquanto dirige (@Beca_Brait) e achei isto demais. Gostaria MUITO que ela levantasse esta bandeira, mas é complicado quando pessoas mais influentes dão o exemplo oposto e seus seguidores falam amém sem nem pestanejar.

(momento reflexão profunda: algo que eu acho bizarro => a pessoa faz algo errado - e isto não sou eu que acho baseando-se nos meus conceitos filosóficos de vida - e ainda acha que está certa. e ainda tenta contra-argumentar com argumentos vazios, porque ela-está-errada-e-quem-diz-isso-é-a-lei. Mas ela faz, espezinha os recalcados, "inspiram" seus seguidores e bom, círculo vicioso errado entrando em loop infinito. exemplo real e básico: algumas pessoas que sigo são "formadores de opinião" e... claramente afirmam que às vezes saem e bebem e... dirigem. e que são humanos, e que também erram, e que todos erram, e que você só pode falar algo se tiver teto não de vidro... bom, cansei de explicar o óbvio).

Eu só penso que isto talvez mude quando algum bam-bam-bam se envolver em algo mais sério e, a partir daí, passar a divulgar que não mais gravará/postará enquanto dirige. Agora veja a sutileza: a pessoa pode se envolver em algo sério sozinha, mas ela pode nesta brincadeira levar outros incautos de plantão junto. E ai? Ah, claro, o fato do problema acontecer por si só não mudará nada; a mudança ocorrerá quando este "formador de opinião" lançar a campanha NÃO GRAVE SNAPS ENQUANTO DIRIGE (e quem sabe ganhar uns dinheiros em troca disto).

Me preocupo porque posso estar no lugar errado na hora errada e sofrer consequências por coisas evitáveis que independem da minha vontade. Me preocupa mais ainda que aqueles que amo possam sofrer estas mesmas consequências (pausa momentânea para bater na madeira neste momento).

E me entristece saber que ser cool geralmente está atrelado a quebrar regras.

E que infelizmente só passamos a prestar atenção no que realmente importa quando a merda já está espalhada no ventilador...

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Saídas Invisíveis ou Fingindo Demência para (tentar) Seguir Adiante ou "sobre o Desrespeito"



Faz uma meia hora que estou aqui tentando organizar o pensamento para ver se consigo escrever algo que faz sentido. Este blog, para quem é novo na área, funciona meio que como um psicólogo virtual => venho aqui e "compartilho minhas sabedorias", ja que nao posso sair gritando pela rua praguejando contra tudo o que está me irritando.

E o mundo tá BEM difícil, em caps lock e negrito. E falarei da MINHA perspectiva, então se seu mundo está lindo este texto será de ficção científica para você, e sugiro que pare de ler porque você achará honestamente que eu tomei chá de Daime para ter esta imaginação tão maravilhosa.

Aos que ficaram e também tem percebido que o mundo está difícil, me diz => como vocês tem prosseguido? De onde vocês tiram forças? Ou esperança? Ou forças = esperança por estes dias?

Porque assim => tenho recebido email de ex-aluno que era Diretor na empresa onde começou como office boy, e foi mandado embora e estava desesperado perguntando sobre concurso público dos Correios para ser carteiro (sim, isto é verdade e tenho os emails guardados para comprovar).

Ou então alunos me procuram falando que trancarão a faculdade no último semestre porque TODOS da família dele estão desempregados (pai-mãe-3 irmãos). Ou então trancarão porque precisam de estágio para se formar, mas tem estágio pagando $400 dinheiros por 20 horas semanais e isto não paga sequer o metrô que aqui em SP está em $3,50.

Ou então ex-alunos que fizeram carreira na empresa e foram dispensados. Ou ex-colegas de trabalho desesperados para fazer correção de TCCs ou revisão de texto ou aulas substitutivas caso o professor titular falte porque ela e o cônjuge estão desempregados.

Não falarei a respeito dos salões de manicure e cabeleireiro que ligam e mandam mensagem perguntando se não quero marcar horário (aos que acharem isto futilidade, só lamento). Da lavanderia que pergunta se não quero que vá em casa buscar as roupas para lavar, já que faz tempo que não apareço. Da pessoa que pede para conversar comigo porque ela havia acabado de ser demitida e precisava desabafar.

Não falarei a respeito de ir ao supermercado com $100 e não conseguir comprar nada além do básico (eu escrevi básico, não supérfluo, atente para a diferença). Não falarei também que tem quarteirões inteiros próximos à minha casa de lojas fechadas. Lojas que existiam desde antes de eu me mudar para a região, há mais de 15 anos.

Não falarei de conhecidos vários que tem empresas e cortaram o staff pela metade, tomando o cuidado de não mandar mais de um por família embora, já que tem lugar onde pai e mãe e filhos trabalham na mesma firma.

Também me absterei de falar de pessoas que, apesar de estar esta "belezinha" (SARCASMO CASO NÃO TENHA FICADO CLARO), trabalham de má vontade. Reclamam. "É o nosso direito", ou então "isto não faz parte do meu trabalho", etc. Tenho conhecidos donos de empresa, tenho conhecidos funcionários de empresa. (Mas graças aos deuses não tenho conhecidos alienados.)

E isto, aqui. Não falarei também que não consigo ver imagens ou ler textos sobre os refugiados fugindo a pé da Síria com crianças e a roupa do corpo. É muita dor. É muito sofrimento. Mas vamos nos ater à nossa terrinha...

Sabe que apesar de eu não falar disto tudo, eu ainda fico chocada? E sabe com o que? Não é com quem defende coisa que eu, honestamente, não entendo, ou com gente que vive em uma realidade que não esta ai que eu escrevi bem resumidamente (que bom para estes, espero que a realidade deles se espalhe para todos, eu inclusa). O que me choca é o desrespeito com que as observações alheias são tratadas. Com o desrespeito de ficar apontando culpados ao invés de assumir a parte que cabe a cada um. Com o desrespeito de tergiversar ao invés de assumir. Com o desrespeito de sempre ser culpa do outro. Com o desrespeito que beira - e vira - descaso.

Sim, se você já leu outros posts, sabe que não gosto de ficar só reclamando ou apontando defeito. Sou favorável a arregaçar as mangas e TENTAR, ao menos t-e-n-t-a-r, achar uma solução para os problemas que batem diariamente às nossas portas. Só que tem horas que a gente precisa desabafar um pouco para que isto não vire uma bola de neve que nos queima por dentro.

Porque para mim, leiga e limitada que sou, acredito que as saídas das ciladas geralmente são as mais simples. Só que estas são, acreditem, invisíveis. E só são encontradas quando o respeito mínimo é (re)estabelecido. Algo que deve ser feito por todos. Lembrando que humildade e respeito, já dizia a lenda, andam de mãos dadas.

Mas aí eu acho que já estou falando além do que deveria...

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

foco no lugar errado


ouvindo uma das músicas mais lindas que existe, aqui.

Você já reparou como existe um grupo de pessoas que aponta defeitos e problemas mas não move uma palha para tentar ajudar ou arrumar a bagunça?

Eu já.

E me deparei in loco com isto nesta última terça-feira, quando estava fazendo meu trabalho voluntário semanal de décadas e uma das pessoas do grupo ficou h-o-r-a-s (mentira, foram minutos. Intermináveis, na minha opinião, mas enfim) falando que "a outra sala está perdida", "a outra sala está desorganizada", "TUDO ESTÁ DESORGANIZADO", "se não há comunicação com a outra sala nós temos culpa nisto", e a toada seguiu nestes minutos que, me diz, não pareceram horas?

O gran finale foi => NÓS PRECISAMOS AJUDÁ-LOS, dito em meio a olhos esbugalhados e uma sofrência que  Pablo ficaria orgulhoso por ter feito escola...

Apenas olhei para a pessoa após deixá-la desabafar - pausa para uma dica importantíssima da tia => muitas vezes pessoas chegam do nada e precisam falar! deixe-as falar! Não interrompa para dizer qualquer coisa que não seja "hummm" ou "ahan" ou fazer caras e bocas, mas NÃO A INTERROMPA! Acredite, é melhor assim - e disse, olhando em seus olhos após um suspiro para aparentar sabedoria mas na verdade estava contendo minha ira:

Como podemos ajudá-los?

O_O

Essa carinha acima foi a cara que ela fez. Se soubesse desenhar com caracteres colocaria uma boca semi-aberta escorrendo um início de baba, mas não sei então vida que segue.

Ela não soube responder. Ela não sabia responder. Ela só queria apontar erros e problemas e coisas ruins e falhas e tudo o que estava errado.

Mas ela não sabia dar uma única sugestão medíocre que fosse para tentar ajudar um pouco que fosse aquela coisa tão completamente errada que ela enxergava.

Moral da estória => às vezes ficamos tempo demais apontando e vendo e esmiuçando erros. E durante este tempo que não volta perdemos grandes oportunidades de tentar achar uma solução.

Porque focar demais nos problemas pode nos impedir do básico -> encontrar uma forma de sair desta cilada.

#ficadica

quinta-feira, 18 de junho de 2015

sobre colas e dedos-duros



sem entrar em muitos detalhes, depois de velha resolvi TENTAR fazer a minha parte, esperando que os deuses façam a deles. e este tentar envolve... fazer provas.

então eu, quase 20 anos depois de me formar (lembra que eu sempre disse que era velha, então aproveite agora e pare um segundo e faça as contas e NEXT), fui fazer prova. a prova é feita em um computador, em horário e local pré-combinado.

chegando lá, numa sala com 50 pessoas - cada uma em seu computador, cada um fazendo sua prova para seus propósitos - recebo as instrucoes e a principal: nao pode usar calculadora alguma além da que existe no proprio computador e nao pode consultar nenhum tipo de material. celulares? NAO, com direito a plaquinha informando para aqueles que tem dificuldade em entender textos verbais.

comecei a fazer minha prova, deuses, como é mesmo aquela fórmula (óbvio que caiu aquelas que eu não me lembrava, afinal, Lady Murphy existe e opera com maestria em minha vida), então olho para o lado para dar uma descansada nos zoio e.... o moco sentado a meu lado estava colando.

ele estava com dois celulares, um em cima de cada perna! quando o professor chegava perto ele enfiava as pernas por baixo da mesa (os celulares eram da cor da calça, e ele tomou o cuidado de nao deixar as telas muito brilhantes). juro que fiquei olhando para ele, ele percebeu e continuou com a maior cara de pau da galáxia, como se nada estivesse acontecendo.

juro que me choquei. porque ali, de novo, acontecia "a historia da minha vida" (leia esta frase ai com uma música bem impactante passando pela sua cabeça, é assim que me sinto). de novo alguém ali colando, trapaceando, e eu ali, fazendo tudo certinho.

então eu te pergunto: você dedaria o moço para o responsável pela sala? 

o pior é que isto ocorreu há uns dias já e ainda penso sobre o ocorrido. até os mais otimistas sabem que este país não é sério, e que provavelmente aquele moco pode, sei lá, ser ate meu chefe futuramente. e me lembrei na época da faculdade quando algumas pessoas faziam o inimaginável - olha, tinha uma moça lá que eu NUNCA vi isso na vida - e eu me lembro que esta moça ai em questão dizia "Ka, o negocio é se formar, do jeito que for, porque a vida é lá fora".

"porque a vida é lá fora".

eu nao consigo dissociar isto, sabe? se a pessoa trapaceia lá dentro, ela trapaceia fora, de lado, de meio. nao acredito que todos os meios sao válidos para se atingir o fim desejado. eu acho ERRADO, e confesso ser bunda mole e incompetente para colar.

e confesso tambem que ali, naquele momento, me senti uma trouxa.

por que? nao sei se consigo verbalizar ou escrever, mas EU, fazendo o que seria o correto, me senti trouxa. e nao vou escrever aqui senao ficará infinito este post mas... bom, isto me incomodou, ainda incomoda, sim sei que tem que ver isto ai mas prefiro aceitar que o mundo é assim, e eu tenho que me "adaptar" a ele, dentro dos meus limites, para conseguir sobreviver. ("como ser phodastica", pesquisa do google <enter>)

só te falo uma coisa: em algumas universidades em países de primeiro mundo, assina-se um termo de compromisso sobre não colar ou trapacear, ou em outras isto é um código não falado/assinado. você não pode colar, trapacear, sendo passível de punição com a expulsão caso pego em flagrante - e isto, nestes países, é algo que ficará marcado de forma eterna e negativa na sua vida FOREVER. será que isto daria certo aqui?

você "cola" na vida?

nao nao, pergunta errada. a pergunta que eu quero realmente fazer é => você entregaria o moço colando?

(porque até nisso eu fui bunda mole... e não dedurei. e não sei se me sinto incomodada por ele ter colado e eu ter me lembrado de coisas da vida ou porque eu... vi algo errado e fiquei calada. a se refletir...)

terça-feira, 16 de junho de 2015

sobre spoilers



spoiler, caso você não saiba, é dar detalhes a respeito de algo antes desta pessoa ter vivenciado aquilo. exemplo clássico: antes de você ver um filme, alguém te conta que X morre no final e quem matou foi o marido. (procura no google ou wikipedia ou dicionário a definição bonita e correta da coisa, mas acho que me fiz entender. assim espero! oremos!)

então quem já leu uns posts por aqui sabe que eu a-d-o-r-o seriados. vários! e quando começo a ver um fico totalmente ligada naquilo, estilo novela Avenida Brasil, lembra, quando muita gente só saia de casa depois da novela?

e neste último domingo aconteceu o último episódio da quinta temporada de Game of Thrones (GoT para os intimos), série de fantasia da HBO que, após o susto inicial dos primeiros episódios, é absolutamente viciante. e, antes e depois do episódio, nos facebooks e twitters da vida, o que mais se via era xingamento relacionado às ocorrências do episódio em si e... dos spoilers divulgados.

te pergunto: você é do grupo "que merda esse povo dando spoiler não quero saber lálálálálá - você canta enquanto tapa os ouvidos e dá pulinho" ou "meu, quero saber tudo, me conta"?

amigo, pare e pense: se você pudesse ter algum spoiler sobre sua vida, vocÊ não iria querer ver? não? nunca? jura?

você é então a) um ser evoluído ou b) gosta de emoções fortes ou c) (sua vidinha deve ser bem enfadonha então) você gosta de emoções fortes (sim, é apenas uma releitura mais completa da alternativa b).

"ah, mas perde a emoção saber o que ocorre antes", ou suas variantes "ah, assim perde a graça", etc. vai me dizer que você nunca leu um livro antes do filme? isto é um auto-spoiler também. você pode até ter se decepcionado com o que foi filmado, mas honestamente, o impacto ao ver não é diferente ao ler e imaginar?

confesso que já me incomodou mais saber o final da estória. até que aconteceu o filme A Lista de Schindler na minha vida, que eu vi no cinema com uma amiga e o irmão dela. eu sabia detalhes do filme, detalhes de cenas do filme. mas NADA poderia me preparar para VER aquelas cenas. lembro que quando o filme acabou o cinema inteiro começou  a aplaudir e várias pessoas ficaram sentadas chorando, não tentando recuperar a dignidade e desinchar os olhos, mas sim parar de convulsionar de tantas lágrimas derramadas.

neste dia - mentira, foi depois pensando sobre isto, sobre eu don´t care about spoilers - vi que por mais que a gente saiba que o Jack Dawson morria congelado no final de Titanic, por mais que soubéssemos a estória da menininha de vestido vermelho no filme da Lista de Schindler, por mais que você já tivesse lido o livro A Culpa é das Estrelas, ao VER as cenas, a coisa muda de cor.

não existe aquele ditado "o que os olhos não veem o coração não sente"? este ditado define como spoilers funcionam para mim. deve ter alguma biomecânica envolvida, mas quando VEMOS e SENTIMOS aquele momento, tudo ao mesmo tempo agora, a coisa é diferente, repare nisto.

fica a dica então para dizer que eu, alguém que não sou curiosa no sentido de "blá blá blá mas isto não posso te contar" whatever, eu não me importo, não ligo para spoilers. pode me contar o fim do filme com detalhes. porque eu sei que, ao vivenciar aquilo, a coisa terá um significado único para mim.

e te confesso: se eu tivesse spoilers da vida, agarraria aquilo com unhas e dentes e tentaria esmiuçar a coisa.

porque não é porque você sabe o final do filme que aquilo não te causará impacto. e de impactos profundos, já chega os que vem sem nem avisar, deixando as vezes a gente com a cara na poeira...